Motta busca renúncia de Ramagem e Eduardo Bolsonaro para evitar novo choque entre Câmara e STF

Brasília – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), articula a renúncia de Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como saída para impedir mais um confronto do Legislativo com o Supremo Tribunal Federal (STF). A manobra ganhou força depois de o STF anular, no início de dezembro, a votação que manteve o mandato de Carla Zambelli (PL-SP).

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Risco de nova derrota no Supremo

A expectativa é de que a Mesa Diretora da Câmara examine os dois casos nesta quarta-feira (17). Aliados de Motta defendem uma solução ainda em 2025, antes do recesso parlamentar, para evitar desgaste institucional às vésperas do ano eleitoral.

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Alexandre Ramagem

Condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado, Ramagem pode ter o mandato cassado pela Mesa Diretora sem passar pelo plenário. A possibilidade de votação restrita irritou deputados da oposição, em especial do PL, que pedem o envio do processo à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Nos bastidores, Ramagem avalia deixar o cargo em 2026, caso avance seu pedido de asilo político nos Estados Unidos.

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Eduardo Bolsonaro

No caso de Eduardo Bolsonaro, o risco é a perda automática do mandato por faltas não justificadas. Segundo a Secretaria-Geral da Mesa, o deputado compareceu a 13 dos 71 dias de sessões deliberativas, acumulando 57 ausências sem justificativa (80,28%). Motta deu prazo até quarta-feira (17) para que a defesa apresente explicações formais. Paralelamente, o PT ingressou com ação no STF pedindo liminar para declarar a vacância imediata do mandato.

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Pressão política

A articulação de Motta desagradou lideranças do PL. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), acusou o presidente da Câmara de agir “de forma subserviente” ao STF e pediu o adiamento das decisões. Já Eduardo Bolsonaro, pelas redes sociais, afirmou que Motta “escolheu a desonra” e prometeu reagir.

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Imagem: Douglas Gomes

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Impacto das renúncias

Especialistas em direito público ouvidos pela Câmara avaliam que a renúncia reduziria o desgaste político, mas não impediria a manutenção das sanções impostas pelo STF, já que a condenação de Ramagem transitou em julgado. Para Hugo Motta, contudo, uma saída voluntária dos parlamentares diminuiria a possibilidade de nova intervenção direta do Supremo sobre atos internos da Casa.

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As negociações seguem até a data-limite estabelecida pelo presidente da Câmara. Caso não haja renúncia nem apresentação de justificativas aceitas, a Mesa Diretora deverá deliberar sobre a perda de mandato de ambos os deputados ainda nesta semana.

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Com informações de Gazeta do Povo

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