Motta diz que governo precisa explicar voto contrário ao PL antifacção

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), cobrou explicações do Palácio do Planalto por ter orientado voto contrário ao Projeto de Lei Antifacção, aprovado em 18 de novembro pela Casa. A declaração foi feita nesta quarta-feira (19), durante entrevista ao programa Morning Show, da Jovem Pan.

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Para Motta, a aprovação do texto-base por 370 votos a favor, 110 contra e três abstenções representa “uma vitória da sociedade” na área de segurança pública. “Foi um erro do governo ficar contra e tem que se explicar hoje à sociedade brasileira”, afirmou.

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Endurecimento de penas e novas regras

Relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), o projeto amplia a proposta inicial do Executivo e eleva punições para integrantes de facções criminosas. As penas previstas começam em 20 anos e podem chegar a 66 anos de reclusão para chefes de organizações, superando, segundo Motta, a lei antiterrorismo, cuja pena máxima é de 30 anos. O limite de cumprimento no Brasil, porém, continua em 40 anos.

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O texto também:

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  • dispensa autorização judicial para transferir líderes de facção a presídios federais;
  • proíbe visita íntima a esses detentos;
  • determina gravação de conversas entre presos e advogados;
  • cria um banco nacional de dados criminais, que deverá ser integrado a cadastros estaduais em até seis meses.
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Ponto polêmico retirado

Para facilitar a aprovação, Derrite suprimiu a equiparação de facções a organizações terroristas, dispositivo que vinha gerando resistência de parlamentares governistas. Apesar da retirada, Motta sustenta que o conteúdo final “é mais duro” do que a legislação antiterrorismo vigente.

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Imagem: José Cruz

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Próximos passos no Senado

O projeto segue agora para o Senado Federal, onde terá como relator o senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Ele já indicou que fará uma revisão completa do texto, elaborado em sua sexta versão antes da votação na Câmara.

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Com informações de Gazeta do Povo

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