Luiz Phillipi Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão e apontado como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, foi colocado em protocolo de morte cerebral na quarta-feira (3) em Belo Horizonte (MG).
O detento foi levado ao Hospital João XXIII depois de tentar suicídio enquanto estava sob custódia da Polícia Federal (PF) na Superintendência do órgão em Minas Gerais. A internação ocorreu no mesmo dia 3, data em que as autoridades foram acionadas para socorro imediato.
A informação de morte cerebral foi inicialmente publicada pela Folha de S.Paulo com base em dados da PF mineira e, posteriormente, confirmada por pessoas ligadas às investigações. Mais tarde, a própria PF divulgou nota afirmando que somente divulgaria o quadro clínico após atualização da equipe médica, sem atestar oficialmente o óbito.
O advogado Rômulo Ferraz, que já representou Mourão em outros processos, declarou ter recebido confirmação do falecimento por meio de amigos em comum. Entretanto, segundo ele, o hospital iniciou o protocolo para atestar morte encefálica, procedimento que exige exames adicionais.
Mourão foi detido no âmbito da Operação Compliance Zero 3. As investigações apontam que Vorcaro o contratou, ao lado do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, para coletar informações, vigiar e constranger ex-funcionários, jornalistas e outras pessoas consideradas desafetas do grupo.
Documentos do inquérito mencionam um grupo de WhatsApp batizado de “a turma”, usado para coordenar ações. Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), cita quatro monitorados, mas apurações indicam que o número de alvos pode superar 20. O empresário teria destinado cerca de R$ 1 milhão por mês às atividades.
A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelo Hospital João XXIII, afirmou por e-mail que, em razão da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não poderia fornecer informações individualizadas sobre o paciente.
Até a última atualização, não foram divulgados detalhes sobre a forma como Mourão atentou contra a própria vida dentro da unidade da PF.
Com informações de Gazeta do Povo
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