Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na terça-feira, 17 de março, os advogados reforçaram a solicitação de “prisão domiciliar humanitária” e pediram a Moraes que reavaliasse decisão anterior que manteve Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde o ex-chefe do Executivo cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.
No mesmo dia, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve com o ministro para defender a transferência do pai, alegando risco de agravamento do quadro de saúde no local em que está detido.
O novo recurso foi protocolado quatro dias depois de Bolsonaro ser internado em um hospital privado de Brasília com pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. Ele foi levado à unidade na sexta-feira, 13 de março, após sentir-se mal na Papudinha.
De acordo com boletim divulgado na quinta-feira, 19, o ex-presidente apresenta evolução clínica favorável, mas permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sem previsão de alta.
Ao receber o pedido de prisão domiciliar, Moraes ordenou que o hospital encaminhasse informações detalhadas sobre o estado de saúde de Bolsonaro, tempo de internação e medicamentos administrados. O relatório foi entregue na própria quinta-feira.
Desde a prisão, esta não é a primeira vez que Bolsonaro necessita de atendimento médico. Em setembro do ano passado, quando ainda cumpria prisão domiciliar, apresentou vômitos, tontura e queda de pressão. Já em janeiro deste ano, detido na Superintendência da Polícia Federal, foi hospitalizado após mal-estar e uma queda que resultou em traumatismo na cabeça. No fim daquele mês, foi transferido para o 19º BPM, que dispõe de médicos 24 horas, fisioterapia e adaptações na cela.
Apesar de uma junta médica da Polícia Federal atestar que o ex-presidente pode permanecer no batalhão, a defesa insiste na mudança para cumprir a pena em casa, alegando fragilidade física. Todos os pedidos anteriores foram negados por Alexandre de Moraes.
Com informações de G1
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