Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025, para manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-chefe do Executivo foi detido no sábado, 22, em Brasília, após suspeita de tentativa de fuga e violação da tornozeleira eletrônica.
A decisão individual de Moraes que converteu a prisão domiciliar em preventiva está sendo submetida à Primeira Turma do STF em sessão virtual extraordinária, aberta até as 20h. Ainda faltam os votos de Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
No voto, Moraes afirmou que Bolsonaro descumpre reiteradamente medidas cautelares impostas desde julho, quando foi proibido de usar redes sociais. O ministro listou:
Segundo Moraes, a conversão para prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, assegurar a aplicação da lei penal e impedir novas violações.
Flávio Dino acompanhou Moraes e destacou o risco de fuga, citando parlamentares aliados que deixaram o país após condenações relacionadas ao mesmo processo sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022. Para o ministro, o contexto demonstra ameaça à ordem pública.
Bolsonaro passou por audiência de custódia no domingo, 23, quando confirmou ter danificado a tornozeleira. Ele alegou paranoia provocada pela combinação de pregabalina e sertralina, medicamentos prescritos por médicos diferentes. O ex-presidente disse ter acreditado que o dispositivo continha escutas.
Imagem: Sebastião Moreira
Na audiência, Bolsonaro afirmou não ter intenção de fugir e negou rompimento da cinta do equipamento. Ele permanece em cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A prisão atual não corresponde ao início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta no processo sobre a suposta tentativa de golpe. O caso ainda está em fase de recursos.
Com informações de Gazeta do Povo
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