Ex-funcionário acusa Meta de driblar privacidade da Apple e inflar métricas de anúncios

A Meta foi denunciada ao Tribunal Central de Trabalho de Londres por supostamente contornar as regras de privacidade da Apple e superestimar o desempenho de suas campanhas publicitárias. A acusação partiu de Samujjal Purkayastha, ex-gerente de produto da Meta Shops, que afirma ter sido demitido depois de relatar as práticas à chefia.

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Rastreamento sem autorização

De acordo com a ação, a empresa de Mark Zuckerberg teria encontrado meios de identificar usuários de dispositivos iOS mesmo após a implementação, em 2021, da Transparência de Rastreamento de Aplicativos (ATT) da Apple, que exige consentimento explícito para coleta de dados. Purkayastha alega que a Meta recorreu a uma técnica chamada “correspondência determinística” para combinar informações internas e externas e, assim, manter o monitoramento sem aprovação.

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Segundo o ex-funcionário, a iniciativa visava reduzir um impacto estimado em US$ 10 bilhões (cerca de R$ 54,66 bilhões) na receita publicitária após a mudança de política da Apple. Ele afirma que, antes disso, a companhia tentou usar algoritmos de aprendizado de máquina para prever o comportamento dos usuários, mas os resultados ficaram aquém do esperado.

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Métricas infladas

Auditorias internas realizadas em 2024 teriam identificado que o retorno sobre investimento em anúncios (ROAS) do Meta Shops estava inflado entre 17% e 19%. O aumento artificial, segundo a denúncia, ocorreu porque taxas de frete e impostos foram somadas às vendas, embora esses valores não chegassem aos comerciantes. Purkayastha diz que, ao corrigir a distorção, a equipe de anúncios do Shops não atingiu a principal meta de desempenho.

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Posicionamento da companhia

Procurada, a Meta declarou ao Financial Times que “as alegações relacionadas à integridade de nossas práticas de publicidade são infundadas” e afirmou ter “total confiança” em seus processos de avaliação. Sobre a demissão de Purkayastha, a empresa atribuiu o desligamento a uma queda de desempenho.

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Imagem: Alex Stock

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Na Justiça, o pedido de tutela provisória apresentado pelo ex-gerente foi negado. O tribunal observou que a dispensa poderia estar ligada a questões pessoais ou a políticas internas mais amplas da companhia.

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Com informações de Olhar Digital

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