Os participantes do mercado financeiro passaram a projetar ajuste menor na taxa básica de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para terça e quarta-feira, 17 e 18 de março. A nova estimativa consta do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central, que reúne projeções de mais de 100 instituições.
A taxa Selic encontra-se em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas. Até a divulgação anterior do Focus, a expectativa era de corte de 0,50 ponto percentual, levando a taxa a 14,5% ao ano. Agora, o consenso indica redução de 0,25 ponto, para 14,75% ao ano. Para o final de 2026, a projeção subiu de 12,13% para 12,25% ao ano; para 2027 e 2028, permaneceram em 10,50% e 10% ao ano, respectivamente.
A mudança de cenário ocorreu após o início da guerra no Irã, que elevou o preço do petróleo para acima de US$ 100 o barril nesta segunda-feira. O encarecimento da commodity tende a pressionar os combustíveis no Brasil e, consequentemente, a inflação.
Com o novo risco inflacionário, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 avançou de 3,91% para 4,10% ao ano. As projeções para 2027, 2028 e 2029 foram mantidas em 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente. Desde 2025, o Banco Central persegue meta contínua de 3% ao ano, considerada cumprida se o índice ficar entre 1,5% e 4,5%.
Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, os economistas elevaram levemente a estimativa de crescimento de 1,82% para 1,83%. O resultado oficial do PIB no ano passado foi expansão de 2,3%, segundo o IBGE. Para 2027, a previsão de avanço econômico segue em 1,8%.
A mediana das projeções para o dólar no fim deste ano recuou de R$ 5,41 para R$ 5,40. Para dezembro de 2027, a expectativa caiu de R$ 5,50 para R$ 5,47.
O Banco Central divulga a decisão do Copom na noite de quarta-feira (18).
Com informações de G1
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