Marco Aurélio classifica presença de Barroso em sessão como “extravagante” e diz que seguiria voto de Fux

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou nesta sexta-feira (12) que considerou “extravagante” a participação do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, na sessão da Primeira Turma que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado. Mello também elogiou o voto divergente do ministro Luiz Fux e declarou que teria adotado a mesma posição caso ainda estivesse no tribunal.

Leia mais

Crítica à postura de Barroso

Durante entrevista ao UOL News, Marco Aurélio disse que não é usual o presidente do STF acompanhar julgamentos das Turmas e ocupar o assento reservado à secretaria da sessão. “Para mim, é algo extravagante. Ainda bem que não houve palmas ao final, mas esse episódio ficará na história do Tribunal”, declarou.

Leia mais

Ele acrescentou que Barroso comandaria a sessão apenas se o caso fosse analisado pelo plenário. “Comparecer à Turma e tomar o assento destinado ao secretário é um passo demasiadamente largo e que eu não daria jamais”, completou.

Leia mais

Elogio a Fux e voto divergente

Na mesma entrevista, o ex-ministro afirmou que seguiria integralmente o posicionamento de Fux, único a divergir no julgamento concluído na quarta-feira (10). Para Mello, o colega “honrou a capa” ao defender a incompetência do STF para julgar o processo e ao absolver Bolsonaro, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, os ex-ministros Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem.

Leia mais

Fux votou pela condenação apenas do tenente-coronel Mauro Cid e do ex-ministro Walter Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, inocentando ambos de outras quatro acusações.

Leia mais

Indireta de Flávio Dino

A postura crítica de Marco Aurélio motivou uma alfinetada do ministro Flávio Dino, que ao fim da sessão de quinta-feira (11) elogiou o ex-decano Celso de Mello por manter “recato institucional” após a aposentadoria e condenou ex-ministros que, segundo ele, passaram a “agredir o Tribunal”.

Leia mais
Leia mais

Imagem: Fellipe Sampaio

Leia mais

Defesa da anistia

Em entrevista ao portal Terra na quarta-feira (10), Marco Aurélio voltou a defender a concessão de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Para o ex-magistrado, a medida, de competência exclusiva do Congresso Nacional, representaria “virada de página” e contribuiria para a pacificação do país.

Leia mais

No julgamento, o relator Alexandre de Moraes rebateu a ideia ao afirmar que “impunidade, omissão e covardia não são opções para a pacificação”, enquanto Dino lembrou que o plenário já declarou os crimes como insuscetíveis de anistia ou indulto.

Leia mais

As declarações de Marco Aurélio ocorrem em meio às discussões sobre possíveis recursos das defesas dos condenados e à repercussão da decisão da Primeira Turma, que formou placar de 4 a 1 pela condenação de Bolsonaro e de outras sete pessoas ligadas ao suposto plano golpista.

Leia mais

Com informações de Gazeta do Povo

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão