As cidades de Maranguape, no Ceará, e Nova Lima, em Minas Gerais, deram início à aplicação experimental da vacina de dose única contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Nesta fase inicial, foram disponibilizadas 204,1 mil doses, distribuídas entre Maranguape (60,1 mil), Nova Lima (64 mil) e Botucatu, em São Paulo (80 mil). Em Botucatu, a campanha começa no domingo 18/1.
O público-alvo é formado por moradores de 15 a 59 anos, faixa etária que receberá imunização em massa nos três municípios. Os resultados serão monitorados por um período de 12 meses, com avaliação da incidência da doença e de possíveis efeitos adversos raros.
Se os dados apontarem eficácia satisfatória, o Butantan planeja iniciar a produção em larga escala para atendimento nacional. Até o momento, 1,3 milhão de doses já foram produzidas.
Antes mesmo da conclusão dos estudos, grupos prioritários continuarão sendo vacinados. Profissionais da atenção primária — médicos, enfermeiros e agentes comunitários — devem receber cerca de 1,1 milhão de doses a partir do início de fevereiro.
Com a transferência de tecnologia firmada entre o Instituto Butantan e a chinesa WuXi Vaccines, a produção pode aumentar até 30 vezes. A distribuição nacional começará pela população de 59 anos, avançando gradativamente até os 15 anos.
O ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, explicou que os municípios foram escolhidos por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde capaz de acompanhar o impacto da vacinação e a circulação do vírus.
A vacina apresentou eficácia global de 74% e reduziu em 91% os casos graves nos estudos clínicos, sem registros de hospitalização entre os vacinados. O desenvolvimento levou cerca de 20 anos e recebeu aportes de R$ 305,5 milhões, dos quais R$ 32 milhões vieram do BNDES em 2008 e R$ 97 milhões em 2017 para a construção da fábrica.
A rede de saúde local atende os moradores mediante apresentação de documento oficial com foto; o Cartão SUS é recomendado. As prefeituras reforçam que, mesmo com a vacinação, é essencial manter as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, eliminando criadouros de água parada.
Com informações de Metrópoles
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