Maioria das suspeitas de bomba no DF é falsa, aponta levantamento da Operação Petardo

O Esquadrão de Bombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi mobilizado 149 vezes nos últimos seis anos para averiguar denúncias de artefatos explosivos no Distrito Federal. Desse total, apenas 65 ocorrências (43%) envolviam explosivos reais; em 84 chamadas (57%), tratava-se de alarmes falsos.

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Balanço anual

Os dados fazem parte da Operação Petardo, ação integrada de segurança que reúne órgãos de defesa e emergência no DF. O volume de acionamentos manteve-se relativamente estável ao longo do período, com destaque para 2023, quando houve 42 chamados. Em apenas 13 desses casos foram encontrados explosivos.

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Entre 2020 e 2021, o número de ocorrências com bombas verdadeiras superou o de falsos alertas, situação inversa à registrada nos demais anos analisados.

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Casos marcantes

Em 1º de janeiro de 2023, a equipe de segurança do Metrô-DF encontrou uma sacola suspeita e acionou o Bope. Três horas depois, militares constataram que o volume continha apenas resíduos de obra.

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Já em 24 de dezembro de 2022, um artefato foi instalado em um caminhão-tanque carregado com 60 mil litros de querosene nas proximidades do Aeroporto Internacional de Brasília. O atentado, motivado por insatisfação com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou à denúncia de Wellington Macedo de Souza, George Washington de Oliveira Souza e Alan Diego dos Santos Rodrigues, que respondem ao processo no Supremo Tribunal Federal.

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Regiões com mais chamados

Quando se analisam as ocorrências por área, o Plano Piloto concentra o maior número de solicitações: 59 acionamentos entre 2020 e 2025, o equivalente a 39% de todas as demandas.

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Procedimento do Bope

Segundo o tenente-coronel Zairo Silva, comandante do Esquadrão de Bombas, a diretriz principal é a prevenção. Mesmo analisando fotos ou imagens enviadas remotamente, as equipes se deslocam até o local para descartar qualquer risco.

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“Usamos aparelhos de raio-x, robôs, braços telescópicos e roupas de aproximação para proteger tanto o militar quanto a comunidade”, afirma o oficial. Quando o objeto apresenta potencial explosivo, o esquadrão emprega canhões de água para desativá-lo, preservando o máximo possível de vestígios para investigação.

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Com informações de Metrópoles

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