Lupi rejeita participação em fraude no INSS, isenta Lula e atribui falhas à autarquia durante CPMI

Brasília — O ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi (PDT) afirmou nesta segunda-feira (8) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que desconhecia as fraudes bilionárias na autarquia, negou ter acobertado irregularidades e declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não foi informado sobre o esquema.

Leia mais

“Nunca acobertei”, diz ex-ministro

Interrogado por deputados e senadores, Lupi insistiu que as conversas com Lula se limitavam a temas de “macropolítica” e que o chefe do Executivo soube das irregularidades apenas após a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que revelou um desvio estimado em R$ 6,3 bilhões por meio de descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados.

Leia mais

Segundo o ex-ministro, a responsabilidade de investigar e coibir as fraudes era do próprio Instituto Nacional do Seguro Social. “O INSS é uma autarquia autônoma. Não tenho poder para editar atos normativos; isso cabe exclusivamente ao instituto”, declarou.

Leia mais

Crime organizado “de fora para dentro”

Lupi atribuiu o esquema a organizações criminosas que teriam se infiltrado “de fora para dentro” na Previdência, contando com a conivência de alguns servidores desde 2016. Ele relatou que, em maio de 2023, representantes do INSS e da Polícia Federal se reuniram para apurar denúncias iniciais, mas somente após a operação policial foi possível mensurar o tamanho do prejuízo.

Leia mais

Falhas reconhecidas

O ex-ministro admitiu que houve falhas na reação do órgão. “Talvez minha maior falha tenha sido não dimensionar o rombo que estava ocorrendo”, disse. Lupi ressaltou que seu gabinete participou da elaboração de normas de combate ao problema, mas execução e fiscalização ficaram a cargo da autarquia.

Leia mais

Saída do cargo e demissão de Stefanutto

Lupi também comentou a indicação de Alessandro Stefanutto para a presidência do INSS, classificada como “escolha técnica”. Stefanutto foi afastado por determinação de Lula após a Operação Sem Desconto. “Sigo o preceito constitucional de que todos são inocentes até prova em contrário”, afirmou o ex-ministro, que deixou o governo em 2 de maio, 15 dias depois da ação policial. Ele atribuiu sua saída a pressões políticas e negou questões éticas.

Leia mais
Leia mais

Imagem: Jeffers Rudy

Leia mais

Tentativa de afastar líder da oposição da CPMI

Antes do depoimento, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), coordenador do governo na comissão, pediu o afastamento do senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, alegando suspeição por ele ter chefiado a Secretaria Especial da Previdência no governo Jair Bolsonaro (PL). O presidente da CPMI, senador mineiro Eliziane Viana, rejeitou o pedido, argumentando que as regras penais não se aplicam à investigação parlamentar. Pimenta anunciou que recorrerá à Mesa Diretora do Senado.

Leia mais

Na quinta-feira (11), a CPMI ouvirá José Carlos Oliveira, hoje conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, que comandou a Previdência no governo Bolsonaro.

Leia mais

Com informações de Gazeta do Povo

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão