Governo estuda tarifa zero nos ônibus e semana de quatro dias como bandeiras para 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elaboram novas propostas de campanha com forte impacto fiscal para a disputa de 2026. Entre as ideias em discussão estão a gratuidade do transporte público em todo o país e a redução da jornada de trabalho para quatro dias por semana.

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Mercado reage

A simples citação à “tarifa zero” feita por Haddad na segunda-feira (6) derrubou o Ibovespa e pressionou o câmbio. Analistas apontam risco de deterioração das contas públicas e aumento dos custos para o setor produtivo.

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Para o conselheiro empresarial Ismar Becker, Lula recorre a “populismo fiscal” diante de uma rejeição considerada alta e consolidada. “Os benefícios extras não estão garantidos no Orçamento”, disse.

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Custo estimado de até R$ 90 bilhões

Estudos preliminares calculam que subsidiar integralmente as tarifas de ônibus custaria entre R$ 57 bilhões por ano, segundo a XP, e R$ 90 bilhões, de acordo com a Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Haddad afirmou que a pasta realiza uma “radiografia do setor” por ordem de Lula e avalia possíveis parcerias com estados e municípios, sem definir fontes de financiamento ou cronograma.

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PEC propõe jornada de 36 horas

A ideia de semana de quatro dias está na Proposta de Emenda à Constituição 8/2025, apresentada em março pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP). O texto extingue a escala 6×1 e fixa carga semanal de 36 horas, distribuídas em quatro dias, sem redução salarial.

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O líder do PT na Câmara, José Guimarães (PT-CE), prometeu empenho na aprovação da medida, vista como reforço da pauta trabalhista do governo. A Fundação Perseu Abramo também incluiu o tema como prioridade. Mesmo assim, o Palácio do Planalto adota cautela pública.

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Entidades patronais criticam a proposta. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta elevação de custos operacionais, enquanto Alexandre Furlan, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), defende a negociação coletiva como melhor caminho.

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Imagem: Marcelo Camargo

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Risco de promessa inviável

O cientista político Ismael Almeida avalia que a estratégia pode se voltar contra o Planalto. Segundo ele, o eleitorado pode considerar as medidas “mero gesto populista” quando confrontado com análises sobre seu custo.

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Popularidade em recuperação

Apesar das críticas, pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (9) mostra 48% de aprovação e 49% de desaprovação ao governo. A sondagem, feita entre 2 e 5 de outubro com 2.004 entrevistados, tem margem de erro de dois pontos percentuais.

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O levantamento indica 33% de avaliação positiva e 37% negativa da gestão. Quase metade (49%) acredita que Lula saiu politicamente mais forte após rápida reunião com Donald Trump na Assembleia Geral da ONU.

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Ao visitar o Maranhão na terça-feira (7), Lula demonstrou confiança na reeleição: “É muito difícil alguém nos vencer em 2026”. Paralelamente, o presidente tenta manter apoio do Centrão enquanto partidos como PP e União Brasil discutem a permanência de seus ministros no governo.

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Com informações de Gazeta do Povo

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