O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 7 de novembro de 2025, que conflitos armados em curso, especialmente a guerra entre Rússia e Ucrânia, têm anulado conquistas na redução de emissões de gases de efeito estufa e podem levar o planeta a um “apocalipse climático”. A declaração ocorreu na abertura da segunda sessão temática da Cúpula do Clima, em Belém (PA).
“O conflito na Ucrânia reverteu anos de esforços para diminuir emissões e levou à reativação de minas de carvão. Gastar com armas o dobro do que se investe em ação climática é pavimentar o caminho para o colapso ambiental”, disse o presidente.
A reunião em Belém serve de preparação para a COP30, marcada para 10 a 21 de novembro de 2025 na mesma cidade. Estão presentes líderes como o secretário-geral da ONU, António Guterres; o chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez; e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Lula destacou que a transição para fontes limpas avança, mas ainda há profunda desigualdade. Segundo ele, 2 bilhões de pessoas carecem de combustível adequado para cozinhar, 660 milhões dependem de lamparinas ou geradores a diesel e 200 milhões de crianças estudam em escolas sem eletricidade. “Sem energia limpa e acessível não há desenvolvimento sustentável, digitalização nem agricultura moderna”, afirmou.
O presidente questionou o sistema financeiro internacional, apontando que os 65 maiores bancos do mundo destinaram US$ 869 bilhões ao setor de petróleo e gás no último ano. Desde o Acordo de Paris, a fatia dos combustíveis fósseis na matriz global caiu de 83% para 80%, variação considerada insuficiente por Lula.
Imagem: Ricardo Stuckert
No discurso, o chefe do Executivo anunciou a criação de um fundo nacional para direcionar parte dos lucros do petróleo e gás a projetos de energia renovável. Ele também defendeu mecanismos de troca de dívidas por investimentos verdes para países do Sul Global.
Lula encerrou cobrando a aplicação do acordo firmado na COP28, que prevê triplicar a geração de energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. Para o presidente, eliminar a pobreza energética deve ser prioridade nas metas climáticas nacionais.
Com informações de Gazeta do Povo
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