O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), iniciaram uma reaproximação na semana passada por meio de conversa telefônica e devem marcar nos próximos dias uma reunião presencial em Brasília.
Segundo interlocutores, os dois pretendem discutir:
Alcolumbre pretende relatar a Lula que o governo tem falhado na condução de pautas consideradas prioritárias. Ele citará, entre outros pontos, o episódio em que retirou da pauta a medida provisória que incentivava a instalação de datacenters no país — texto que acabou caducando por falta de votação.
Outro exemplo apontado pelo senador foi a aprovação, na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, do requerimento para quebrar os sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A votação ocorreu de forma simbólica. Após o resultado, governistas recorreram a Alcolumbre alegando que 14 parlamentares teriam se manifestado contra, mas o presidente do Senado manteve a decisão. Ele argumentou que, mesmo com 14 votos, não haveria maioria suficiente para barrar o pedido, já que seriam necessários 16 dos 31 integrantes do colegiado.
Nos bastidores, Alcolumbre atribuiu a derrota à falta de coordenação, sobretudo do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Do lado do Planalto, a prioridade é articular apoio à indicação de Jorge Messias para o STF. Embora anunciado em 20 de novembro, o nome do chefe da Advocacia-Geral da União ainda não foi formalmente encaminhado ao Senado. A avaliação no governo é que o movimento precisará do aval direto de Alcolumbre, que preside a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) — responsável pela sabatina.
Alcolumbre demonstrou insatisfação com a escolha, pois defendia a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Questionado na última semana, o senador afirmou apenas que aguarda o envio da mensagem oficial pelo Executivo.
Não há data definida para a reunião entre Lula e Alcolumbre, mas aliados de ambos esperam que o encontro aconteça antes da retomada de votações consideradas sensíveis pelo governo.
Com informações de G1
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