Lula afirma que PT precisa de alianças além da esquerda e cobra autocrítica em ato de 46 anos do partido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a construção de alianças políticas para além do campo da esquerda e pediu autocrítica ao Partido dos Trabalhadores (PT) durante a comemoração dos 46 anos da sigla, realizada neste sábado, 7 de fevereiro de 2026, em Salvador.

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Pré-candidato à reeleição, Lula afirmou que o partido “não está com essa bola toda” para abrir mão de acordos nos estados. “Temos que fazer as alianças necessárias para ganhar as eleições. Um acordo político é algo tático para governar o país, e estamos mais sabidos, muito mais preparados”, disse.

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O presidente criticou disputas internas e cobrou que o PT reconheça erros, destacando o apoio da legenda às emendas impositivas no Congresso. Ele classificou o volume desses repasses como “sequestro do Orçamento” pelo Legislativo. “Vocês têm obrigação de não deixar que o partido vá para a vala comum da política deste país”, declarou.

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Lula também reforçou a necessidade de o partido ampliar sua presença em periferias e dialogar com o eleitorado evangélico, lembrando que muitos beneficiários de programas federais integram esse segmento. “É o partido que tem que ser forte, não o Lula. O Lula é pessoa física; vocês são pessoa jurídica que não pode acabar”, ressaltou.

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Em tom mais enfático, o presidente previu uma disputa eleitoral “dura” em outubro. “A eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados para ganhar em alto nível. Estou motivado porque o que está em jogo não é só vencer, mas construir outro projeto para este país, para despertar os corações”, afirmou.

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Resolução do PT critica Banco Central e apoia Venezuela e Cuba

O encontro na Bahia serviu de marco inicial da campanha petista e incluiu a divulgação de uma resolução do Diretório Nacional. O documento faz críticas à política monetária e à autonomia do Banco Central (BC), afirmando que a taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano, permanece “restritiva e incompatível” com o desenvolvimento. O texto aponta a independência formal do BC como obstáculo ao crescimento e ao investimento produtivo.

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Embora o Comitê de Política Monetária tenha sinalizado a possibilidade de iniciar cortes em março, o presidente do BC, Gabriel Galípolo — indicado por Lula — tem sido cobrado internamente por não acelerar a redução dos juros.

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A resolução também aborda política externa, manifestando apoio à Venezuela e a Cuba e condenando “tentativas de interferência estrangeira” nos dois países. Durante o evento, Lula disse que o Brasil é solidário ao povo cubano, vítima, segundo ele, de “massacre de especulação” dos Estados Unidos, e defendeu que a crise venezuelana seja resolvida pelos próprios venezuelanos, “não pelos Estados Unidos ou pelo Trump”.

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Com informações de Gazeta do Povo

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