Lula afirma que caso Banco Master é “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-comandante do Banco Central, Roberto Campos Neto, pelo escândalo envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita nesta terça-feira (19/03/2026), em São Paulo, durante ato que oficializou a pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo paulista.

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Declarações sobre o Banco Master

Segundo Lula, o Banco Master “nasceu em 2019” e teria sido autorizado por Campos Neto após o então presidente do BC, Ilan Goldfajn, rejeitar o pedido. “Esse Banco Master é obra deles, é o ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos. Não deixaremos pedra sobre pedra para apurar um rombo de R$ 50 bilhões”, disse o presidente, acrescentando que tentativas de atribuir o caso ao PT “não prosperarão”.

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Investigações em andamento

O caso é alvo de três apurações distintas:

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  • possível tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB);
  • supostas fraudes financeiras em fundos de investimento ligados ao grupo;
  • pagamento a influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais.
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O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

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Cenário eleitoral em São Paulo

Durante o evento, Lula relatou ter perguntado ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se ele pretende disputar o Senado ou permanecer como companheiro de chapa nas eleições de outubro. “Eu ficaria imensamente feliz de tê-lo novamente como vice”, afirmou, mas destacou que a decisão caberá ao próprio Alckmin em diálogo com Haddad. O presidente vê a disputa como chance de a esquerda reconquistar uma cadeira paulista no Senado, atualmente ocupado apenas por oposicionistas ao governo federal.

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Críticas ao Conselho de Segurança da ONU

Lula voltou a criticar a composição do Conselho de Segurança das Nações Unidas, formado por Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia. Para o presidente, os cinco países “produzem, vendem e participam de guerras”, enquanto “os pobres” são as maiores vítimas. Ele disse que cobrará pessoalmente os líderes dessas nações e reiterou a necessidade de reformar o colegiado para torná-lo mais representativo.

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Com informações de G1

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