Brasília, 13 mar. 2026 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou cancelar o visto do norte-americano Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para assuntos relacionados ao Brasil. A medida, anunciada nesta sexta-feira (13) durante evento no Rio de Janeiro, vale até que Washington devolva o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de seus familiares.
Lula classificou a decisão como ato de reciprocidade. “Aquele americano que ia visitar o Jair Bolsonaro está proibido de entrar aqui enquanto não liberarem os vistos do Padilha”, afirmou.
Momentos depois da declaração, o Ministério das Relações Exteriores confirmou a revogação do visto de Beattie. Em nota, a pasta informou que o assessor omitiu e prestou informações falsas sobre o objetivo da viagem ao solicitar o documento em Washington, citando apenas participação em um evento sobre terras raras.
“Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, diz o comunicado.
Beattie viria ao país na próxima semana para o Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos. Conforme interlocutores diplomáticos, ele pretendia aproveitar a passagem para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A visita chegou a ser autorizada, mas foi retirada da programação após manifestação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Moraes ressaltou que o encontro não constava nos motivos apresentados para obtenção do visto.
Vieira acrescentou que a presença de um funcionário de Estado estrangeiro junto a um ex-presidente em ano eleitoral poderia configurar ingerência nos assuntos internos do Brasil.
O impasse começou no ano passado, quando autoridades norte-americanas negaram vistos a Alexandre Padilha, à esposa dele e à filha de 10 anos. Lula citou o episódio como razão direta para a retaliação a Beattie e assegurou apoio ao ministro da Saúde.
Não há previsão de revisão do bloqueio por parte dos EUA, nem nova data para eventual visita do presidente brasileiro a Washington.
Com informações de Gazeta do Povo
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