Oferecer um pires de leite a cães e gatos, prática ainda comum entre tutores, representa risco concreto à saúde dos animais. Segundo artigo do American Kennel Club (AKC), publicado após análises veterinárias, a maioria dos pets perde, logo depois do desmame, a enzima lactase – responsável por quebrar a lactose presente no leite bovino.
Sem a enzima, o açúcar chega intacto ao intestino grosso, onde fermenta e provoca desde gases até diarreias agudas e vômitos persistentes. A intensidade dos sintomas varia, mas o desequilíbrio da flora intestinal é praticamente certo, independentemente da raça ou da idade do animal.
Fase de desmame: a produção de lactase despenca à medida que filhotes passam a comer ração ou alimentos sólidos.
Ingestão de lactose: o açúcar não digerido atrai água para o cólon e inicia a fermentação bacteriana.
Consequências clínicas: dor abdominal, diarreia osmótica, desidratação e, em casos severos, inflamação crônica.
Os sinais costumam surgir entre 12 e 24 horas após o consumo:
Comparado ao leite materno de cães e gatos, o leite bovino contém mais lactose e gordura de difícil digestão. Essa composição sobrecarrega o sistema gastrointestinal e o pâncreas dos animais, aumentando o risco de pancreatite.
Produtos formulados para pets e livres de lactose existem no mercado, mas devem ser oferecidos apenas como petiscos ocasionais. Iogurtes naturais sem açúcar e sem lactose, ricos em probióticos, também podem ajudar, desde que recomendados por um veterinário.
Em caso de ingestão acidental de leite, a orientação é suspender imediatamente qualquer laticínio e observar o animal. Persistindo letargia ou sinais gastrointestinais, a consulta veterinária deve ser imediata.
A melhor prevenção continua sendo a hidratação exclusiva com água fresca e a orientação de todos na casa para não oferecer laticínios aos pets.
Com informações de Olhar Digital
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