Brasília — 11/11/2025 — O relatório do deputado e secretário Guilherme Derrite (PP-SP) que altera a Lei Antiterrorismo provocou reação imediata da Polícia Federal e de integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva. A corporação e auxiliares do Palácio do Planalto sustentam que o texto reduz o alcance de investigações e compromete o enfrentamento ao crime organizado. Um secretário de Estado classificou a proposta como “assustadora e decepcionante”.
Derrite, por sua vez, manteve integralmente o parecer e afirmou que as mudanças representarão “um divisor de águas” no combate às facções. Ele declarou ter incorporado sugestões à redação e minimizado a pressão contrária. Paralelamente, o deputado Motta levou o Projeto de Lei Antifacção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para tratar de “união institucional”.
A Conferência do Clima (COP30), em Belém, começou sob tensão diplomática. O presidente Lula abriu o evento criticando chefes de Estado que não compareceram, acusando-os de financiar guerras. A reunião registrou o menor número de líderes internacionais em vários anos e destacou a primeira-dama Janja em posição de maior evidência do que presidentes de outros Poderes.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ironizou uma obra preparada para a cúpula, chamando-a de “escândalo internacional”, e pressionou o governo brasileiro a endurecer o combate a facções. O blogueiro Allan dos Santos apelou a Trump para confiar apenas no deputado Eduardo Bolsonaro em assuntos relativos ao Brasil.
No Judiciário, o ministro Dias Toffoli anulou provas da Operação Lava Jato em processo que envolve a ex-primeira-dama do Peru, atendendo parcialmente a pedido da defesa. O STF também iniciou julgamento para definir limites da chamada “pejotização”.
Alexandre de Moraes apontou contradições em dados de uma operação policial no Rio de Janeiro, requisitando laudos e informações sobre prisões realizadas. A defesa de Tagliaferro protocolou pedido de suspeição de Moraes junto ao ministro Edson Fachin e anunciou recurso a instâncias internacionais de direitos humanos.
Imagem: Wesley Amaral
Deputados e senadores divulgaram ranking que coloca o governador Tarcísio de Freitas como potencial nome de consenso da direita na eleição presidencial de 2026. Na área econômica, o ministro Fernando Haddad defendeu o presidente do Banco Central e minimizou críticas da deputada Gleisi Hoffmann.
Condenado por corrupção, o ex-ministro José Dirceu atacou as emendas impositivas, afirmando que elas “corrompem a democracia”. No Congresso, a CPMI do INSS reagiu com indignação ao silêncio de uma testemunha. Reportagem mostrou que o reduto eleitoral de Lula é o principal alvo de descontos associativos indevidos em benefícios previdenciários.
Os desdobramentos dos debates sobre a Lei Antiterrorismo, a COP30 e as decisões judiciais mantêm o ambiente político em ebulição enquanto avançam as articulações para as eleições de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo
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