Justiça Federal envia à Justiça Estadual acusações de lavagem de dinheiro em operação contra esquema do PCC

Curitiba – A 14ª Vara Federal de Curitiba declarou-se incompetente para julgar as acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa apresentadas na Operação Tank, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal do Paraná em agosto de 2025.

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A decisão determina que esses pontos da denúncia sejam encaminhados à Justiça Estadual do Paraná. Permanecem sob análise da esfera federal apenas os relatos de gestão fraudulenta de instituição financeira.

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Alvos continuam foragidos

Os mandados de prisão preventiva contra Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, seguem em vigor. Ambos são apontados como líderes de um esquema bilionário ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na cadeia de combustíveis, açúcar e álcool. Eles também foram alvos de buscas simultâneas na Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo.

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Argumentos da defesa

Os advogados sustentaram que as condutas atribuídas na Operação Tank já estão sob análise em outras duas ações penais estaduais — Operações Cassiopéia e Aster, abertas em 2020 — além da própria investigação da Carbono Oculto. Para a defesa, haveria duplicidade de processos e ausência de indícios de tráfico internacional de drogas, fato que retiraria a competência federal.

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Pontuação da Justiça Federal

Ao acatar parte do pedido, a Justiça apontou:

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  • Provas de tráfico internacional apresentadas eram “frágeis e indiretas”;
  • Condenações por tráfico que envolveram alguns réus ocorreram anos antes dos fatos investigados;
  • O principal crime antecedente à lavagem seria a adulteração de combustíveis, de atribuição estadual.
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Com isso, as acusações de lavagem de dinheiro e de organização criminosa voltada para esse fim foram remetidas ao Tribunal de Justiça do Paraná. Caberá ao juízo estadual decidir sobre eventual redistribuição interna e sobre a manutenção das prisões.

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Impacto nas investigações

Integrantes da investigação avaliam que a mudança de foro pode influenciar a permanência das ordens de prisão e as tratativas de delação premiada envolvendo Mourad e “Beto Louco”. O Ministério Público Federal já recorreu da decisão.

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Propina de R$ 400 milhões sob análise

Documentos, mensagens e gravações entregues às autoridades indicam pagamentos de mais de R$ 400 milhões a políticos e servidores entre 2022 e 2024. Segundo as investigações, os valores serviriam para evitar a cassação de licenças do grupo empresarial, obter benefícios fiscais e garantir acesso privilegiado à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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Até o momento, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal não avançaram em acordos de colaboração. O Ministério Público de São Paulo mantém conversas sobre possíveis delações, mas não há prazo para conclusão.

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Com informações de G1

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