Justiça dá 30 dias para Prefeitura de Gurupi detalhar ocupações irregulares na Avenida Francisco Orellana

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) obteve decisão liminar que impõe à Prefeitura de Gurupi a elaboração, em até 30 dias, de um relatório atualizado sobre eventuais ocupações irregulares na Avenida Francisco Orellana, situada no bairro Jardim das Bandeiras, às margens da BR-153.

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Concedida no último dia 12, a medida judicial determina que o município identifique empresas ou particulares que tenham avançado construções ou estacionamentos sobre a área pública e apresente um plano de desocupação caso sejam confirmadas as irregularidades.

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O que diz o processo

Nos autos, o MPTO aponta indícios de que estabelecimentos ao longo da via utilizam trechos públicos como se fossem propriedade privada. A ausência de urbanização na avenida, segundo o órgão, teria facilitado a apropriação indevida.

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A ação é assinada pela promotora de Justiça Maria Juliana Naves Dias do Carmo. Ela ressalta que a natureza pública das vias não se altera com o tempo, mesmo diante de ocupações consolidadas. O Judiciário também quer saber se existe procedimento legislativo de “desafetação” — medida que pode mudar a destinação de um bem público mediante aprovação da Câmara Municipal.

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Problema antigo

De acordo com a 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi, a situação se arrasta há mais de dez anos. Tentativas de solução administrativa não teriam resultado em providências concretas do Executivo local.

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Um dos casos citados envolve uma empresa que ergueu parte de sua sede sobre a Avenida Francisco Orellana. Em 2018, o Conselho de Contribuintes Municipal ordenou a retirada da edificação em até seis meses, mas a decisão permanece sem execução. A nova liminar determina que a prefeitura apresente cronograma para cumprir essa ordem.

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito de Gurupi classificou a via como “de extrema importância” para o sistema viário e se manifestou contra qualquer desafetação da área.

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O município deverá se manifestar nos autos no prazo fixado pela Justiça.

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Com informações de Sou de Palmas

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