Dois servidores de carreira do Banco Central (BC) foram afastados cautelarmente dos cargos por determinação judicial durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (4). A mesma ação levou à prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como proprietário do Banco Master.
Os afastados são Paulo Sérgio Neves de Sousa, ex-diretor de Fiscalização do BC, e Bellini Santana, ex-chefe de departamento responsável pela supervisão bancária. Ambos já haviam sido removidos de funções administrativas no início de 2026, depois que o BC instaurou sindicância interna para apurar possíveis falhas na supervisão do Banco Master antes da liquidação da instituição.
Segundo o Banco Central, a investigação administrativa começou antes de novembro de 2025. Após identificar indícios de irregularidades, o órgão encaminhou o material à Polícia Federal, que conduz a apuração criminal. Como o BC não tem prerrogativa legal para medidas como a quebra de sigilo, a cooperação com a PF foi considerada necessária.
A terceira etapa da Compliance Zero mira um esquema de fraude financeira envolvendo o Banco Master, incluindo a suposta venda de títulos de crédito falsos, lavagem de dinheiro e corrupção. A PF cumpriu quatro mandados de prisão preventiva, além de buscas, apreensões e bloqueio de bens que podem alcançar R$ 22 bilhões.
Além de Vorcaro, há mandado de prisão contra o cunhado dele, Fabiano Zettel. Os nomes de outros dois alvos não foram divulgados.
O inquérito está sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu o caso no mês passado. Esta é a primeira fase da operação conduzida sob seu comando.
Daniel Vorcaro já havia sido preso em novembro de 2025, na primeira fase da operação, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava deixar o país. Ele foi solto 12 dias mais tarde por decisão da Justiça Federal.
Vorcaro era esperado para depor nesta quarta-feira (4) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, em Brasília, mas havia indicado que compareceria apenas à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Na véspera, o ministro André Mendonça decidiu que a ida dele à CPI seria facultativa.
Os dois servidores do BC permanecem em afastamento cautelar enquanto avançam as investigações criminais e administrativas.
Com informações de G1
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