Brasília — O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), vice-líder da oposição na Câmara, afirmou nesta terça-feira (31) que já reuniu as assinaturas necessárias para pedir a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o Banco Master.
Segundo o parlamentar, 177 deputados e 28 senadores já aderiram ao requerimento, totalizando 205 apoios. Para que a CPMI seja criada são exigidos, no mínimo, 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores.
Apesar de declarar que o número mínimo foi alcançado, Jordy pretende formalizar o pedido apenas em fevereiro, quando o Congresso Nacional retomar as atividades após o recesso parlamentar. Ele justificou que o protocolo só pode ser realizado com a volta dos trabalhos legislativos e que o período extra permitirá ampliar o respaldo à investigação.
O deputado avalia que o governo pode atuar para convencer parlamentares a retirar o apoio, razão pela qual busca uma “margem de segurança” de assinaturas. “A tendência é conseguirmos ainda mais apoios até lá”, disse ele à CNN Brasil.
Depois de protocolado, o requerimento precisa ser lido em sessão conjunta do Congresso pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). Somente após essa etapa a comissão pode ser instalada.
A CPMI pretende apurar supostas fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master. Estimativas da Polícia Federal, no âmbito da operação Compliance Zero, apontam desvios que podem chegar a R$ 12,2 bilhões. O requerimento também menciona a necessidade de investigar eventuais conexões político-institucionais relacionadas ao caso.
Imagem: Bruno Spada
Jordy argumenta que, embora haja inquéritos criminais em andamento, uma investigação parlamentar é necessária para examinar responsabilidades políticas, falhas regulatórias, possíveis impactos econômicos e eventuais ajustes na legislação que previnam ocorrências semelhantes.
Na segunda-feira (29), a oposição lançou uma ofensiva que inclui um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e a criação da CPMI. Jordy quer que o colegiado convoque a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, para tratar do contrato de seu escritório com o Banco Master.
O parlamentar citou a CPMI do INSS como exemplo de comissão que impulsionou investigações, afirmando que, sem o trabalho parlamentar, apurações sobre descontos ilegais em benefícios previdenciários não teriam avançado.
Com informações de Gazeta do Povo
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