Henrique Peretto é citado por Vorcaro como avalista de carteiras podres negociadas pelo Banco Master

Em depoimento prestado à Polícia Federal (PF), o banqueiro Daniel Vorcaro mencionou várias vezes o nome do empresário Henrique Peretto, a quem atribuiu o papel de avalista das carteiras de crédito de alto risco emitidas pela Tirreno e revendidas pelo Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).

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Questionado sobre a origem do negócio, Vorcaro disse que o Master atravessava um processo de expansão quando recebeu a proposta por intermédio de profissionais “com experiência de mercado”. Solicitado a identificar essas pessoas, o banqueiro apontou Peretto, descrito como ex-sócio da Cartos e responsável por criar a Tirreno “para viabilizar o projeto” fora do antigo quadro societário.

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Em outro trecho do depoimento, a PF indagou como uma empresa recém-criada, em dezembro, poderia atingir R$ 4 bilhões em quatro meses. Vorcaro respondeu que ingressou na operação pela confiança em “gente com 25 anos de mercado”, referência novamente associada a Peretto.

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A delegada Janaína pediu confirmação de que o empresário levou o produto ao banco e recebeu aval positivo. Vorcaro limitou-se a responder “sim”. Ao ser confrontado com a informação de que a Cartos nega ter repassado créditos à Tirreno, a investigadora quis saber a real procedência das carteiras negociadas com o BRB por R$ 12,2 bilhões. Vorcaro declarou não ter essa informação.

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Investigação e prisão preventiva

Henrique Peretto foi preso preventivamente na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025, e libertado três dias depois. A investigação aponta que ele elevou o capital social da Tirreno de R$ 100 para R$ 30 milhões, movimento considerado suspeito pela PF por, supostamente, dar aparência de robustez financeira à companhia. Peretto também é apontado como presidente-executivo da Cartos.

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Na decisão que autorizou a operação, o juiz Ricardo Leite destacou “diversos vínculos societários” entre Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia — diretor da Tirreno e ex-funcionário do Banco Master —, indicando atuação coordenada entre as empresas envolvidas.

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Depoimentos adiados

Peretto e André Felipe deveriam ser ouvidos pela PF nesta semana, mas as oitivas foram adiadas após suas defesas alegarem que ainda não tiveram acesso integral aos autos.

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Com informações de Metrópoles

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