Haddad apoia estabilidade de servidores, desde que haja controle de desempenho

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a estabilidade dos servidores públicos deve ser preservada, mas acompanhada por regras claras de desempenho e eficiência. A declaração foi dada no sábado, 29 de setembro de 2025, durante entrevista ao podcast Três Irmãos.

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Segundo Haddad, é legítimo estabelecer horário, jornada de trabalho e mecanismos de controle de qualidade no setor público. Para o ministro, a estabilidade “é fundamental para um serviço público bem organizado”, mas precisa vir acompanhada de metas que assegurem o bom uso dos recursos financiados pela sociedade.

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Haddad citou como exemplo hospitais públicos, que, na avaliação dele, devem seguir padrões de produção e qualidade. Ele destacou que transparência e regras objetivas de eficiência são essenciais para garantir que o dinheiro público “renda” em benefício da população.

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A discussão sobre desempenho, explicou o ministro, faz parte de um movimento mais amplo de modernização da administração pública. Ele mencionou que, em alguns órgãos, a adoção do trabalho remoto resultou em aumento de produtividade.

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O ministro também avaliou que tecnologias como a inteligência artificial podem gerar ganhos expressivos, embora ainda não totalmente mensuráveis. Haddad alertou, porém, para o risco de pânico relacionado ao emprego sempre que surgem novas ferramentas, frisando a necessidade de reorganizar as relações de trabalho para evitar a precarização.

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Imagem: Diogo Zacarias

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Apesar da defesa de avaliações de performance, Haddad reconheceu gargalos na estrutura de pessoal do Estado. Ele apontou déficit de servidores em áreas como fiscalização tributária e aduaneira, o que, segundo ele, provoca atrasos em processos de órgãos como Ibama e Anvisa e impacta o desenvolvimento do país.

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A entrevista também serviu para corrigir informações publicadas anteriormente. Haddad reiterou que não defende o fim da estabilidade no funcionalismo nem classificou os tributos brasileiros como “de Primeiro Mundo” e os serviços públicos como “de Terceiro Mundo”.

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Com informações de Gazeta do Povo

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