Governo avalia enviar projeto em regime de urgência para pôr fim à escala 6x1, afirma ministro

Brasília – O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, disse nesta terça-feira (3) que o Executivo poderá encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei com pedido de urgência para extinguir a escala de trabalho 6x1, caso a matéria não avance na “velocidade desejada” nos textos já em discussão.

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De acordo com Marinho, a intenção é garantir rapidez à tramitação. Projetos de autoria do presidente da República protocolados em regime de urgência travam a pauta legislativa se não forem analisados em até 45 dias pela Câmara dos Deputados e, depois, em igual prazo pelo Senado.

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O ministro relatou que o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), comprometeu-se a dar andamento às propostas de emenda à Constituição (PECs) relacionadas ao tema, além dos projetos de lei que já tramitam. “Um PL pode ter velocidade maior que uma PEC. Mas o governo não descarta, a depender da conversa com o Hugo Motta e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, mandar um projeto de lei com urgência se perceber que as coisas não caminham como se espera”, afirmou.

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Redução da jornada semanal

A iniciativa integra a principal promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área econômica para a eleição marcada para o fim do ano: reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta enfrenta resistência de parte do setor produtivo, que argumenta haver risco de aumento de custos e, consequentemente, de preços ao consumidor.

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Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que a diminuição das horas trabalhadas pode elevar as despesas com pessoal entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano, acréscimo de até 7% na folha de pagamentos.

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Debate na sociedade

Marinho declarou que a discussão é “uma necessidade cobrada pela sociedade brasileira” e destacou que algumas empresas já reduziram voluntariamente a jornada. “A lei estabelecerá o limite máximo; as empresas poderão ajustar para menos, mas não para mais”, explicou.

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O ministro defendeu ainda que a regulamentação seja clara para abranger os empregadores que não aderirem espontaneamente às mudanças.

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Com informações de G1

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