Governo aceita pagar 65% das emendas parlamentares até 4 de julho de 2026

O Palácio do Planalto concordou em liberar 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais até 4 de julho de 2026, data que antecede o período de restrições imposto pela Justiça Eleitoral. A decisão faz parte do texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, aprovado na quarta-feira (3) pela Comissão Mista de Orçamento e que será analisado pelo plenário do Congresso Nacional nesta quinta-feira (4).

Leia mais

A mudança ocorreu após o Centrão afirmar ter votos suficientes para exigir o pagamento integral das emendas antes das eleições municipais de outubro. O governo argumentou que a liberação de 100% dos recursos engessaria o Orçamento e ameaçou vetar o dispositivo caso fosse mantido.

Leia mais

O que foi definido

Leia mais
  • Pagamento de 65% das emendas individuais e de bancadas estaduais até 4 de julho de 2026;
  • Regra vale apenas para emendas obrigatórias, destinadas majoritariamente à área da saúde nas modalidades fundo a fundo e PIX;
  • Emendas de comissão da Câmara e do Senado ficam fora do cronograma, pois não têm execução impositiva.
Leia mais

Relator da proposta, o deputado Gervásio Maia (PSB-PB) elogiou a negociação conduzida pela ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. “É um avanço muito grande”, declarou Maia a jornalistas.

Leia mais

Fundo partidário ampliado

O relatório recebeu ainda emenda do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP) que reajusta o fundo partidário de forma retroativa a 2016, com base nas regras do novo arcabouço fiscal. O acréscimo, calculado pelo relator, é de aproximadamente R$ 160 milhões. Maia criticou a medida, afirmando que “não é prioridade” aumentar recursos para despesas cotidianas dos partidos.

Leia mais

Acordos paralelos e resistência

Segundo o relator, há um entendimento informal — sem registro no texto — para que 50% das emendas de comissão destinadas à saúde também sejam pagas até julho, articulação atribuída ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Leia mais
Leia mais

Imagem: Waldir Barreto

Leia mais

Parlamentares de oposição alegam que o calendário limita a possibilidade de o governo favorecer aliados na liberação de verbas e ameaçam obstruir a votação da LDO para pressionar pela apreciação de um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Leia mais

No ano anterior, o Executivo vetou cronograma semelhante e depois negociou seu cumprimento por decreto. Em 2025, o embate se intensificou: deputados reclamam de atrasos na liberação das emendas, enquanto o Planalto responsabiliza o Legislativo pela demora na aprovação do Orçamento.

Leia mais

Com informações de Gazeta do Povo

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão