Gilmar Mendes veta antecipação de verbas indenizatórias por tribunais e Ministério Público

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (27) que tribunais e ramos do Ministério Público em todo o país interrompam manobras destinadas a antecipar o pagamento de verbas indenizatórias não programadas — os chamados “penduricalhos”.

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A ordem alcança valores como auxílios de locomoção, alimentação, educação e saúde que não estavam previstos nos cronogramas originais. Mendes ressaltou haver “perplexidade” diante da “desordem” provocada por esses desembolsos fora do teto constitucional.

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Ofícios e prazo de 48 horas

O ministro expediu ofícios urgentes a todos os procuradores-gerais de Justiça para que cumpram decisões tomadas em 23 e 26 de fevereiro. Também fixou prazo de 48 horas para que o procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, o corregedor-nacional de Justiça e o corregedor-nacional do Ministério Público apresentem esclarecimentos, diante de indícios de descumprimento no estado fluminense.

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Um ofício adicional foi enviado ao procurador-geral da República, que poderá encaminhar informações caso julgue necessário.

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Liminares anteriores

No início de fevereiro, três liminares concedidas por Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderam pagamentos de verbas indenizatórias criadas por atos administrativos de tribunais ou outros órgãos sem respaldo legal. As decisões estabeleceram prazos diferentes para adequação das cortes.

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Sanções por descumprimento

Gilmar Mendes advertiu que a inobservância das diretrizes configura ato atentatório à dignidade da Justiça, sujeito a sanções administrativas, disciplinares e penais, além da devolução dos valores pagos de forma irregular.

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Contexto de pressões sobre o STF

As medidas ocorrem em meio a revelações sobre supostas ligações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraude estimada em R$ 50 bilhões. Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo apontou que uma empresa de Toffoli recebeu R$ 35 milhões na venda de parte de um resort de luxo a um fundo vinculado a parente de Vorcaro. Já O Globo publicou que Moraes teria pressionado o Banco Central em favor do banco Master enquanto a empresa de sua esposa mantinha contrato de R$ 129 milhões com a instituição. Ambos negam irregularidades.

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As decisões que restringem os “penduricalhos” são vistas dentro do Judiciário como resposta à preocupação pública com supersalários e tentativa de padronizar o cumprimento do teto remuneratório.

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Com informações de Gazeta do Povo

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