Brasília – O ministro do Esporte, André Fufuca (PP-MA), acelerou a liberação de recursos federais para seu estado de origem e já enviou R$ 82,3 milhões ao Maranhão em 2025, segundo levantamento da Folha de S.Paulo com dados do portal Siga Brasil, do Senado.
A movimentação ocorreu após o PP impor, em meados de setembro, um ultimato para que o ministro deixasse o cargo por apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A direção partidária fixou 5 de outubro como prazo para a saída de Fufuca, que ignorou a determinação e reafirmou, no dia 6, durante evento em Imperatriz (MA), que permanecerá ao lado de Lula na tentativa de reeleição em 2026.
Dos 82,3 milhões de reais liberados neste ano, 48,1 milhões foram empenhados apenas em outubro, mês do ultimato. O montante alcança 75 dos 217 municípios maranhenses e coloca o estado na frente de todas as demais unidades da federação em repasses da pasta. Na sequência aparecem Bahia (R$ 11,8 milhões), Distrito Federal (R$ 9,4 milhões) e Piauí (R$ 4,8 milhões). Nove estados, entre eles Acre, Amazonas e Tocantins, não receberam recursos.
O Ministério do Esporte afirma que a distribuição segue critérios técnicos e legais, levando em conta demandas locais e indicadores sociais. A pasta ressalta o “déficit histórico de infraestrutura esportiva” do Maranhão, que, segundo o governo, ocupa a última posição nacional nesse quesito. Dados de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), mais de 1,1 milhão de inscritos no CadÚnico e 1,2 milhão de beneficiários do Bolsa Família também são citados como parâmetros.
Até o início de outubro, os recursos reservados para o Maranhão devem financiar 78 obras de infraestrutura esportiva. A Bahia, segunda colocada, tem 13 projetos previstos. O orçamento discricionário do Ministério do Esporte, sob comando direto de Fufuca, soma cerca de R$ 620 milhões em 2025, separado das emendas parlamentares, que totalizam R$ 1,77 bilhão e não dependem da decisão do ministro.
A permanência de Fufuca no governo é discutida pela executiva nacional do PP. Situação semelhante envolve o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), cujo futuro no partido será analisado pela legenda. Sabino pode ser expulso por seguir no cargo após o União Brasil e o PP fecharem federação e decidirem deixar a Esplanada.
No evento em Imperatriz, Lula reagiu à tensão partidária: “Vai ficar comigo quem quiser. Quem quiser ir para o outro lado que vá, e que tenha sorte, porque nós temos certeza de uma coisa: a extrema direita não voltará a governar este país”.
Ainda sem solução interna, Fufuca segue no Ministério do Esporte e mantém a liberação de verbas ao Maranhão enquanto enfrenta o risco de sanções partidárias.
Com informações de Gazeta do Povo
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