Hackers alteram mandados de prisão e beneficiam membros do CV e PCC, diz Polícia Civil

Goiânia – Alterações clandestinas em sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário de Goiás levaram à falsa baixa de mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi divulgada nesta quinta-feira (5/2) pelo delegado Marceleandro Silva, da Polícia Civil de Minas Gerais.

Leia mais

Segundo o investigador, os registros passaram a indicar cumprimento dos mandados enquanto os suspeitos continuavam soltos. Credenciais de um policial penal mineiro foram usadas indevidamente durante a fraude.

Leia mais

Alvos beneficiados

Entre os favorecidos pelas alterações estão:

Leia mais
  • Ane Caio Casais, apontado como responsável pela lavagem de dinheiro do CV em Minas Gerais e no Mato Grosso;
  • Douglas, conhecido como “Mancha”, liderança do CV em Minas Gerais e foragido na Bolívia;
  • Adilson Daghi, o “Ti”, membro do PCC acusado de planejar o assassinato do juiz-corregedor Antônio José Machado Dias, em 14 de março de 2003.
Leia mais

Operação Lex Data

A investigação levou à Operação Lex Data, deflagrada também nesta quinta-feira (5/2) em Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Santa Catarina. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos pelas polícias civis desses estados, sob coordenação da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) e do Núcleo de Segurança Institucional do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Leia mais

O TJGO informou ter detectado uso indevido das senhas de duas servidoras. Com esses acessos, os criminosos criaram processos fictícios, inseriram dados falsos e tentaram gerar ordens de prisão fraudulentas. Somente com a senha de uma das funcionárias ocorreram 112 alterações ou exclusões de mandados, todas revertidas a tempo, segundo a corporação.

Leia mais

Tentativa contra autoridades

A apuração identificou ainda a tentativa de emitir mandados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Dados, como CPF de ambos, foram inseridos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), mas os documentos não chegaram a ser concluídos.

Leia mais

Um adolescente do Distrito Federal, já identificado pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC) em julho de 2025, é apontado como o principal articulador dos ataques. A Polícia Civil informa que, além das fraudes processuais, os hackers vendiam documentos sigilosos na dark web.

Leia mais

As investigações continuam para detalhar o alcance das alterações e responsabilizar todos os envolvidos.

Leia mais

Com informações de Metrópoles

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Esta página foi gerada pelo plugin

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

Portal Veredão