Operação contra fraudes no INSS derruba nº 2 da Previdência e acirra pressão sobre Lulinha

Brasília – Uma ação da Polícia Federal (PF) contra um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) provocou o afastamento do secretário-executivo do Ministério da Previdência, movimentou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o tema e voltou a colocar Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, no foco de pedidos de convocação.

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Secretário-executivo afastado

A operação foi deflagrada em 19 de dezembro de 2025. Assim que foi informado sobre a investigação, o ministro da Previdência exonerou o secretário-executivo, seu principal auxiliar. Um senador governista também recebeu mandado de busca.

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De acordo com a PF, o empresário conhecido como “careca do INSS” repassou R$ 300 mil a uma empresa que pertence a uma amiga de Lulinha. O vínculo levou o partido Novo a protocolar novo requerimento para que o filho do presidente seja ouvido na CPMI.

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O presidente e o relator da comissão defendem prorrogar os trabalhos para aprofundar as apurações.

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Cassação de Ramagem e Eduardo Bolsonaro

No mesmo dia, o presidente da Câmara, Arthur Motta, cassou monocraticamente os mandatos dos deputados Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), sem submeter o tema ao plenário. Ramagem havia pedido que sua cadeira fosse mantida, contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi interpretada nos bastidores como sinal de “submissão” ao Judiciário.

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Após o anúncio, Eduardo Bolsonaro declarou que “essa história não terminou”.

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Lula promete vetar PL da Dosimetria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vetará o Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado no Congresso com apoio da oposição. Lula negou qualquer compromisso prévio com parlamentares, versão contestada por um senador que relatou ter existido acordo. Líderes oposicionistas comemoraram a votação como vitória parcial e passaram a mirar uma futura anistia. Já um articulador governista atribuiu o conflito interno a “falta de diálogo”.

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Investigações e cenários para 2026

O ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou a PF a interrogar o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre material encontrado em cofres no Palácio da Alvorada. Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro intensificou movimentações políticas e se apresenta como um “Bolsonaro mais moderado”.

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Imagem: Kayo Magalhães

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Levantamento da AtlasIntel indica que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) segue mais competitivo que Flávio em eventual disputa contra Lula em 2026. Mesmo assim, 75 % dos eleitores de Bolsonaro aprovam a possível candidatura do senador.

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Desaprovação persiste e manobra contábil

A mesma pesquisa mostra a desaprovação de Lula acima de 50 %. Após derrotas recentes no Legislativo, o presidente minimizou os reveses, alegando ter sido bem-sucedido em 99 % das pautas econômicas enviadas ao Congresso.

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Na economia, o governo recorreu a manobra contábil para adiar risco de paralisação da máquina pública. Na política externa, Lula endureceu o tom com a União Europeia e disse que não assinará o acordo comercial se houver novo adiamento.

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As investigações sobre o INSS, a cassação de parlamentares e as disputas em torno do PL da Dosimetria ampliam a temperatura política em Brasília às vésperas do recesso parlamentar.

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Com informações de Gazeta do Povo

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