Fósseis revelam que determinados dinossauros cuidavam ativamente dos filhotes

Nem todos os dinossauros adotavam a estratégia “deposite o ovo e vá embora”. Evidências fósseis apontam que o comportamento parental variava amplamente, indo do abandono imediato até a proteção prolongada do ninho, assim como ocorre hoje entre crocodilos e aves, os parentes vivos mais próximos desses répteis pré-históricos.

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Maiasaura: o “lagarto boa mãe”

Descobertos em Montana, Estados Unidos, fósseis de Maiasaura mostram ninhos onde os filhotes permaneciam até dobrar de tamanho. Os adultos traziam alimento e defendiam a ninhada, comportamento que demanda alto gasto de energia e contrasta com a ideia de abandono total.

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Oviraptor: de vilão a zelador

O primeiro exemplar de Oviraptor foi encontrado sobre um ninho de ovos e, por décadas, interpretado como um “ladrão de ovos”. Estudos posteriores revelaram que o animal estava na verdade incubando sua própria prole. A posição dos fósseis indica postura semelhante à de aves modernas, com o corpo aquecendo os ovos.

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Papel dos machos em espécies carnívoras

Análises de ninhadas e da estrutura óssea de terópodes como o Troodon sugerem que, em algumas espécies, os machos eram responsáveis por chocar os ovos enquanto as fêmeas se alimentavam para recuperar energia após a postura. O padrão lembra o observado hoje em aves não voadoras, como emas e emus.

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Diferenças em relação aos mamíferos

Em mamíferos, o cuidado costuma ser majoritariamente materno devido à amamentação. Entre dinossauros, havia:

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Imagem: Peter Nickolaus

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  • Quantidade x qualidade: mesmo as espécies mais dedicadas punham grandes ninhadas, apostando em números para garantir a sobrevivência de parte dos filhotes.
  • Independência precoce: muitos jovens assumiam nichos diferentes dos adultos. Estudos indicam que um Tyrannosaurus rex juvenil, por exemplo, caçava presas menores e era mais ágil que a versão adulta.
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Ao comparar fósseis e comportamentos de crocodilos e aves, paleontólogos concluem que a paternidade dos dinossauros não seguia um padrão único. Enquanto algumas espécies abandonavam os ovos, outras demonstravam cuidado parental que rivaliza — ou até supera — o observado em diversos mamíferos atuais.

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Com informações de Olhar Digital

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