O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou, neste domingo (21), que parlamentares brasileiros ligados à direita estão sendo alvo de perseguição política tanto no Brasil quanto na Itália. A afirmação foi feita em Roma, durante evento promovido pela Liga, sigla comandada pelo vice-primeiro-ministro italiano, Matteo Salvini.
Iniciando o discurso em italiano e recorrendo a uma intérprete, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro sustentou que, “com a esquerda no poder”, o Brasil teria perdido sua soberania, citando a crescente presença chinesa na compra de terrenos e minerais brasileiros. “Vamos lutar para que a nossa bandeira verde e amarela nunca se torne vermelha”, afirmou.
Sem mencionar diretamente o Supremo Tribunal Federal, Flávio acusou um ministro da corte de “perseguir toda a direita”. Segundo ele, o mesmo magistrado teria sido alvo de sanções dos Estados Unidos sob a Lei Magnitsky, durante o governo Donald Trump, e ainda teria julgado um episódio envolvendo discussão no aeroporto de Roma, classificando-o como atentado contra o Estado Democrático de Direito.
O senador pediu que as autoridades italianas não extraditem a deputada Carla Zambelli (PL-SP) nem o ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral Eduardo Tagliaferro, presos na capital italiana desde 29 de julho. “Eles vieram para a Itália por acreditarem que seria mais seguro que o Brasil. Peço que não mandem Carla de volta porque ela pode morrer injustamente”, declarou.
Flávio Bolsonaro também criticou veículos de imprensa que classificam o grupo político ao qual pertence como “extrema direita”. Segundo ele, esse rótulo incentivaria atos de violência contra lideranças conservadoras, citando as tentativas de atentado contra Donald Trump e Jair Bolsonaro e a morte do comentarista Charlie Kirk.
Imagem: Jeffers Rudy
A comitiva brasileira que viajou à Itália incluiu ainda os senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF).
O evento marcou mais um esforço de parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro para buscar apoio internacional contra decisões do Judiciário brasileiro que consideram abusivas.
Com informações de Gazeta do Povo
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