Fachin diz que Supremo não apoiará reforma que afete autonomia do Judiciário

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que o tribunal não aceitará mudanças na administração pública que restrinjam a autonomia e a independência da magistratura. A declaração foi feita na sexta-feira (3), durante o XXV Congresso Brasileiro da Magistratura, realizado em Foz do Iguaçu (PR) pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pela Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar).

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“Estarei vigilante para assegurar respeito à magistratura brasileira. Não admitiremos reforma que limite a autonomia do Poder Judiciário”, disse o ministro. Embora considere legítimo debater a modernização do Estado, Fachin ressaltou que qualquer proposta deve envolver todos os Poderes.

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Encontro com relator

Fachin informou que pretende se reunir com o relator da reforma, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), para discutir os pontos do projeto. O parlamentar propôs novas regras para verbas indenizatórias — conhecidas como “penduricalhos” — e o fim da aposentadoria compulsória como punição disciplinar a juízes e membros do Ministério Público.

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Pontos centrais da proposta

A reforma administrativa, composta por três projetos, fixa em R$ 46.366,19 o teto salarial do funcionalismo a partir de 2025. O texto determina que pagamentos indenizatórios tenham caráter reparatório, episódico e transitório, limitados a até 10% do subsídio mensal quando o servidor recebe 90% ou mais do teto constitucional.

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O relatório também prevê que magistrados e procuradores condenados em processos disciplinares percam o cargo, sem direito à aposentadoria compulsória — atualmente a sanção mais severa aplicada à categoria.

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Críticas internas

Em março, o decano do STF, ministro Gilmar Mendes, qualificou como “desordem” o sistema que permite supersalários no Judiciário e defendeu regras claras para vantagens e gratificações. Segundo ele, há interpretação “extravagante” da autonomia financeira do Judiciário, que deveria impedir dependência do Executivo.

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Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom

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Entidades de classe já haviam se manifestado contra propostas semelhantes em dezembro de 2024, quando um pacote fiscal sugeria limitar pagamentos acima do teto sem previsão em lei complementar.

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Fachin encerrou sua fala defendendo a aposentadoria como recompensa pelo trabalho dos magistrados: “Ao fim da carreira, queremos tranquilidade e o reconhecimento pelos anos dedicados à Justiça”.

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Com informações de Gazeta do Povo

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