Pesquisadores do Japão concluíram um estudo de duas décadas que demonstra a impossibilidade de perpetuar mamíferos por clonagem indefinida. Os testes, realizados com camundongos por meio da técnica de transferência nuclear de células somáticas, indicam que a reprodução por cópias sucessivas sofre um colapso inevitável após algumas dezenas de gerações.
A equipe reproduziu indivíduos clonados a partir de clones anteriores, acompanhando a saúde genética ao longo de 25 gerações. As primeiras dez gerações apresentaram desenvolvimento normal, com 95% ou mais de integridade genômica. Porém, alterações epigenéticas começaram a se acumular.
Por volta da 15ª geração apareceram anomalias físicas e queda na expectativa de vida. Entre a 11ª e a 20ª geração, a integridade do genoma caiu para cerca de 70%, evidenciando degeneração. Na 25ª geração, o índice despencou para 30%, provocando falência biológica que impediu novas clonagens.
Os cientistas atribuem o fracasso ao “ruído epigenético”, conjunto de falhas na regulação dos genes que não é apagado entre os ciclos de clonagem. Entre os problemas observados estão:
Ferramentas como CRISPR podem corrigir mutações pontuais, mas não resolvem a exaustão celular sistêmica causada pelo acúmulo de erros epigenéticos. Tentativas futuras de rejuvenescimento químico de células-tronco esbarram em riscos elevados de tumores e instabilidade genômica.
O trabalho sinaliza que a clonagem não substitui a diversidade genética na preservação de espécies ameaçadas. Populações formadas por clones de um único indivíduo tenderiam a colapsar em poucas décadas devido às mesmas falhas biológicas detectadas no estudo.
O resultado reforça o papel da recombinação natural como mecanismo essencial para manter a saúde a longo prazo de organismos complexos, estabelecendo um limite prático para a clonagem sucessiva de mamíferos.
Com informações de Olhar Digital
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