Um vídeo publicado no subreddit r/OpenAI voltou a ilustrar o salto de qualidade na geração de imagens em movimento por inteligência artificial. Conhecido como “teste Will Smith comendo espaguete”, o experimento vem sendo repetido desde 2023 e se transformou em referência para medir o avanço da tecnologia.
A postagem reúne versões produzidas ao longo dos últimos três anos. As primeiras tentativas, feitas com a ferramenta ModelScope, exibiam rostos distorcidos, baixa resolução e movimentos pouco naturais. Já a gravação mais recente, criada pelo gerador Kling 3.0, da chinesa Kuaishou Technology, apresenta aparência quase cinematográfica, embora ainda seja possível identificar traços típicos de conteúdo sintético.
No trecho atualizado, Will Smith aparece sentado à mesa, comendo espaguete e conversando com um homem mais jovem. Durante o diálogo, ambos comentam as capacidades do próprio software que criou a cena, evidenciando o caráter promocional do material.
O contraste entre as versões ressalta como a consistência facial, a fluidez dos movimentos e a definição da imagem evoluíram em curto período. Em 2024, a viralização do vídeo o transformou em meme, gerando inúmeras variações e até piadas do próprio ator, que posteriormente utilizou recursos de IA em publicações no TikTok.
Apesar do progresso técnico, replicar o experimento tornou-se mais complicado. Grandes desenvolvedores, como a OpenAI e empresas ligadas ao Grok, passaram a adotar políticas rígidas contra o uso de rostos reais e material protegido por direitos autorais, atendendo à pressão de Hollywood. Tentativas do portal Mashable de recriar a cena com o Sora (OpenAI) e o Veo 3.1 (Google Gemini) foram negadas justamente por essas restrições.
Especialistas do setor apontam que, à medida que mais ferramentas sediadas nos Estados Unidos reforçam barreiras a imagens de terceiros, o famoso clipe de Will Smith comendo espaguete tende a deixar de ser um padrão de demonstração. Ainda assim, o histórico do meme permanece um marco informal da rápida evolução da inteligência artificial na criação de vídeos realistas.
Com informações de Olhar Digital
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