Uma árvore de aparência quase surreal chama a atenção em florestas tropicais da Ásia e em algumas regiões subtropicais do planeta. Trata-se do Eucalyptus deglupta, popularmente conhecido como eucalipto arco-íris, espécie que exibe faixas naturais em tons de verde, amarelo, laranja, vermelho, azul e roxo ao longo do tronco.
Nativo das Filipinas, Indonésia e Papua-Nova Guiné, o eucalipto arco-íris foi introduzido em áreas de clima semelhante, como Havaí, sul da Califórnia e Flórida. Em condições favoráveis, a árvore cresce rápido e pode alcançar até 80 metros de altura.
A coloração incomum resulta da troca constante de casca. Diferentemente de espécies que armazenam camadas espessas, o eucalipto arco-íris descasca em tiras finas. Quando a camada externa marrom se solta, revela-se uma superfície interna esverdeada, rica em clorofila.
Exposta ao ar, essa área passa por reações químicas. Taninos naturais se formam para proteger a planta contra fungos e infecções, transformando gradualmente o verde inicial em azul ou roxo; depois, em tons avermelhados e dourados. Com o tempo, o tronco retorna ao marrom, reiniciando o ciclo.
Além do apelo ornamental, a madeira do eucalipto arco-íris é utilizada na fabricação de móveis, pisos, estruturas de construção, celulose e papel branco. O efeito multicolorido, porém, desaparece após o processamento da madeira.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica a espécie como vulnerável devido à exploração excessiva. O plantio em jardins e parques é apontado como alternativa para ajudar na preservação dessa árvore singular.
Com informações de Olhar Digital
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