As Forças Armadas dos Estados Unidos empregaram pela primeira vez, na semana passada, o drone LUCAS (sigla em inglês para “sistema de combate não tripulado e barato”) em uma ação contra alvos no Irã. O equipamento, desenvolvido pela startup norte-americana SpektreWorks, é resultado de engenharia reversa aplicada ao drone iraniano Shahed, segundo reportagem publicada pelo jornal The New York Times neste sábado (7).
O LUCAS foi usado para atingir infraestrutura e sistemas de defesa aérea iranianos. A investida foi descrita pelo Pentágono como resposta a ataques atribuídos a Teerã que danificaram aeroportos, hotéis e embaixadas na Arábia Saudita, no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.
Militares norte-americanos concluíram que o Shahed, apesar de simples e barato, mostrava-se eficaz a ponto de sobrecarregar defesas antiaéreas. A estratégia, portanto, passou a ser fabricar em massa um modelo semelhante para devolver a pressão ao Irã.
O baixo preço permite produzir lotes grandes rapidamente e força o adversário a gastar valores muito superiores na defesa. Para comparação, um míssil de cruzeiro Tomahawk custa cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 13 milhões), enquanto um único disparo para derrubar um Shahed pode chegar a US$ 3 milhões (R$ 16 milhões). Por outro lado, drones como o LUCAS são lentos, ruidosos, transportam pequenas cargas explosivas e podem ter a navegação bloqueada por guerra eletrônica.
A adoção de equipamentos baratos fabricados em escala faz parte de uma transição que, segundo o NYT, aproxima a lógica militar da dinâmica de inovação rápida típica do Vale do Silício. O governo dos EUA destinou US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 6 bilhões) para ampliar a produção desses drones e estuda integrar inteligência artificial para voos em enxame ou apoio a caças tripulados.
O modelo iraniano já inspirou fábricas na Rússia, que compartilhou melhorias com Teerã. Na outra ponta, a Ucrânia se especializou em neutralizar os artefatos empregando desde metralhadoras até sensores acústicos capazes de detectar o barulho característico — comparado ao de um cortador de grama — emitido pelos motores.
A tendência, apontam especialistas ouvidos pelo jornal norte-americano, é de que a quantidade de drones de baixo custo em zonas de conflito aumente substancialmente nos próximos anos.
Com informações de Olhar Digital
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