A equipe que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro informou nesta sexta-feira (13) que a pneumonia aspirativa que motivou sua internação no hospital DF Star, em Brasília, representou um episódio potencialmente fatal. Os médicos reiteraram que o quadro clínico justifica a mudança do regime de cumprimento de pena para prisão domiciliar.
“Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória e, sem intervenção, levar ao óbito”, afirmou o cirurgião Claudio Birolini durante coletiva de imprensa. Segundo ele, o paciente está consciente e estabilizado, mas o risco persiste.
Bolsonaro permanece em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por prazo indeterminado. “Ele ficará o tempo que for necessário”, disse o cardiologista Leandro Echenique. Calafrios observados nas últimas horas foram atribuídos a um quadro de bacteremia, indicação de infecção bacteriana na corrente sanguínea.
De acordo com o infectologista Brasil Caiado, esta é a terceira e mais severa pneumonia enfrentada por Bolsonaro. “Se um quadro começa às 2h e, às 8h, a tomografia já demonstra comprometimento pulmonar significativo, a evolução é alarmante”, destacou.
O ex-presidente recebe antibioticoterapia intravenosa e suporte clínico não invasivo. Após a administração de dois antibióticos, apresentou leve melhora, mas continua relatando enjoo, cefaleia e dores musculares típicas de infecções.
Ele está acompanhado pela esposa, Michelle Bolsonaro (PL). Dois policiais fazem guarda na porta da UTI, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu a entrada de celulares, computadores ou outros dispositivos eletrônicos. Filhos do ex-chefe do Executivo estão autorizados a visitá-lo.
Preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar, o “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses imposta pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O laudo médico anexado pela defesa embasa o pedido de prisão domiciliar humanitária.
Bolsonaro enfrenta sequelas do atentado a faca sofrido em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG). A perfuração intestinal resultou em cirurgia de emergência e, posteriormente, em múltiplos procedimentos para conter hemorragias, retirar a bolsa de colostomia e reparar a parede abdominal. Desde então, ele apresenta episódios recorrentes de obstrução intestinal, hérnias e dores abdominais, resultando em novas internações e cirurgias.
Com informações de Gazeta do Povo
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