A Bolívia volta às urnas neste domingo, 10, para escolher o próximo presidente em meio à pior crise econômica do século e sem a presença de Evo Morales na disputa pela primeira vez desde 2005.
Levantamento do instituto Ipsos-Ciesmori aponta vantagem dos candidatos alinhados à direita:
Do lado oposto, o esquerdista Andrónico Rodríguez, ex-aliado de Morales que rompeu com o Movimento ao Socialismo (MAS), aparece com 6,1%. A candidatura governista é de Eduardo del Castillo, ex-ministro do presidente Luis Arce, que soma pouco mais de 2%.
Desde 2014, a produção de gás e petróleo encolhe, provocando escassez de combustíveis e a necessidade de importar energia de países vizinhos, como o Brasil. Subsídios internos que giram em torno de US$ 3 bilhões por ano mantêm os preços baixos, mas a queda nas cotações internacionais reduziu drasticamente a receita com exportações.
Como consequência, as reservas internacionais diminuíram, o déficit fiscal cresceu e o Fundo Monetário Internacional projeta inflação de 15,1% para 2025, a maior desde 2008. Todos os postulantes reconhecem a urgência de reformas para equilibrar as contas públicas e conter a alta de preços.
Imagem: Alianza por la Unidad via revistaoeste.com
Mesmo fora da corrida presidencial, Morales mantém base fiel e inspira campanha pelo voto nulo que pode atingir até 15% do eleitorado, segundo estimativas.
Caso as pesquisas se confirmem, o país poderá realizar, em 19 de outubro, o primeiro segundo turno presidencial em duas décadas — possivelmente com dois concorrentes de direita — resultado que dependerá do posicionamento de um bloco expressivo de eleitores indecisos.
Com informações de Revista Oeste
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