Direita articula ofensiva para dominar o Senado em 2026 e enfrentar o STF

Lideranças de partidos de direita, principalmente PL e Novo, já delineiam uma operação para as eleições de 2026 com o objetivo de formar maioria no Senado e, assim, criar condições para frear decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e impulsionar pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

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Por que o Senado é estratégico

O Senado Federal é o único órgão legislativo com competência para processar e julgar ministros do STF. Para alcançar o controle político desse processo, a direita calcula ser necessário conquistar, no mínimo, 41 das 81 cadeiras. Em caso de eventual mudança de regra avaliada pelo próprio Supremo, esse número pode subir para 54 assentos.

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54 vagas em disputa

Nas eleições de 2026, serão renovados dois terços do Senado: 54 vagas, duas para cada estado. A limitação de apenas duas posições por unidade federativa já acirra a disputa entre os pré-candidatos conservadores.

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Principais nomes cotados

Entre os nomes mais citados para a corrida estão:

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• Michelle Bolsonaro (PL-DF) – ex-primeira-dama;

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• Eduardo Bolsonaro (PL-SP) – deputado federal;

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• Bia Kicis (PL-DF) – deputada federal;

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• Deltan Dallagnol (Novo-PR) – ex-procurador e ex-deputado;

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Imagem: PL Mulher

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• Cristina Graeml (União-PR) – jornalista;

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• Marcel van Hattem (Novo-RS) – deputado federal.

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Impacto da família Bolsonaro

Com a provável inelegibilidade de Jair Bolsonaro, seus familiares tornaram-se peças centrais na estratégia de 2026. Se algum deles disputar a Presidência ou integrar chapa como vice, os demais devem direcionar esforços para o Senado, reconfigurando alianças nos estados.

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Outras movimentações

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), embora o mais votado do país em 2022, não terá os 35 anos exigidos para o Senado em 2026. Já Ricardo Salles (Novo-SP) é cotado para a disputa ao governo paulista. No Congresso, Carlos Portinho (PL-RJ) e Marcos Rogério (PL-RO) planejam buscar a reeleição, reforçando o bloco conservador.

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A articulação se intensifica ao longo de 2025, enquanto cada grupo define candidaturas para tentar construir um bloco coeso que alcance a maioria necessária no Senado.

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Com informações de Gazeta do Povo

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