Lideranças de partidos de direita já trabalham na formação de chapas para as eleições de 2026, quando 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em jogo. O objetivo é conquistar uma maioria capaz de barrar iniciativas consideradas abusivas do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os cotados, dez nomes sem histórico eleitoral – os chamados outsiders – despontam como pré-candidatos.
Ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Sebastião Coelho renunciou em 2022 ao posto de vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do DF em protesto contra a posse de Alexandre de Moraes na presidência do TSE. Filiado ao Novo desde maio de 2025, lançou a pré-candidatura em dezembro, durante encontro nacional da legenda.
Presidente do PL Mulher, a ex-primeira-dama tem sido apontada por Jair Bolsonaro como opção ao Senado pelo Distrito Federal. Desde 2023, percorre o país em eventos de filiação e articulações para 2026.
Ministro da Economia no governo Bolsonaro, Guedes foi convidado pelo ex-presidente para concorrer por Minas Gerais. Embora inicialmente reticente, sinalizou em junho abertura para avaliar a disputa.
Vice-prefeito de São Paulo e ex-comandante da Rota, Mello Araújo é cogitado pelo PL para representar o grupo de apoiadores de Bolsonaro no estado. A decisão final caberá ao ex-presidente.
Pecuarista e presidente estadual do PL, Scheidt recebeu aval público de Jair e Michelle Bolsonaro para disputar a vaga de Rondônia. O desafio é ampliar a própria visibilidade entre os eleitores locais.
Jornalista que alcançou 42,36% dos votos no segundo turno da eleição municipal de Curitiba em 2024, anunciou em fevereiro a intenção de concorrer ao Senado. A filiação ao União, em setembro, confirmou o plano.
Advogado criminalista conhecido pela defesa de investigados nos atos de 8 de janeiro, filiou-se ao Novo em 2025. Embora evite confirmar a pré-candidatura, disputa de bastidores com Cristina Graeml sugere interesse na vaga paranaense.
Imagem: Agência Senado
Ministro do Turismo entre 2020 e 2022, tem apoio declarado de Bolsonaro para representar Pernambuco. Enfrenta resistência interna no PL e avalia trocar de partido para manter o projeto.
Filha do senador Magno Malta e vice-presidente do PL no Espírito Santo, Magda Malta lançou-se como pré-candidata. Caso eleita, pode dividir o plenário com o pai a partir de 2027.
Comentarista político, inicialmente buscou vaga por Minas Gerais, mas recuou após falta de apoio local. Em dezembro anunciou retorno a São Paulo e colocou o nome à disposição do PL para a disputa. Se mantido, enfrentará concorrência de Guilherme Derrite, Ricardo Salles, Mello Araújo e Eduardo Bolsonaro, que ainda aguarda definição judicial sobre elegibilidade.
Com a renovação de dois terços do Senado, partidos de direita avaliam que 2026 oferece a oportunidade de consolidar uma bancada majoritária e, consequentemente, abrir caminho para processos de impeachment de ministros ou freios a decisões do STF.
Com informações de Gazeta do Povo
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