Desfile de 7 de Setembro será usado por Lula para alfinetar Trump e Bolsonaro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa no domingo, 7 de Setembro, do tradicional desfile do Dia da Independência na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O evento, organizado pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), adotou o slogan “Brasil Soberano” e marcará o início oficial da campanha de reeleição do petista para 2026.

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De acordo com o ministro Sidônio Palmeira, chefe da Secom, a nova mensagem pretende destacar a defesa da soberania nacional diante de “ameaças externas”. “Nosso objetivo é mostrar que este governo tem lado: o lado do povo brasileiro”, afirmou o ministro em vídeo divulgado nas redes sociais.

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Recados a Trump e Bolsonaro

Lula deve aproveitar a cerimônia para enviar sinais ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O Palácio do Planalto planeja exibir nove pessoas — entre crianças e adultos — com camisetas amarelas que formarão a palavra “soberania”, além de um grande bandeirão com a inscrição “Brasil Soberano”. Assessores do governo afirmam que a cena é um recado direto à Casa Branca, em meio a críticas de Lula ao “tarifaço” aplicado por Washington a produtos brasileiros.

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O presidente também gravou um pronunciamento de seis minutos que será veiculado em cadeia nacional de rádio e televisão no sábado, 6 de setembro. No discurso, Lula defenderá o Pix e atacará o que chama de “traidores da pátria”.

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Contexto político e STF

O desfile ocorrerá enquanto o Supremo Tribunal Federal julga Bolsonaro por suposta tentativa de golpe em 2022. O Planalto enviou convites para que ministros da Corte acompanhem a solenidade na tribuna de honra, repetindo a presença de magistrados no ano passado.

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Nesta semana, Lula declarou que o STF não deve temer a reação dos Estados Unidos à ação contra Bolsonaro. Para o presidente, Washington “exacerbou” ao questionar decisões da Justiça brasileira.

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Mobilização da esquerda

Além do desfile, PT e demais siglas de esquerda convocaram atos em pelo menos 18 capitais, com destaque para a Praça da República, em São Paulo. As manifestações terão frases como “Brasil soberano” e o uso das cores verde e amarela. O presidente, contudo, não planeja comparecer, receoso de baixa adesão.

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Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom

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Direita nas ruas

Aliados de Jair Bolsonaro também sairão às ruas no 7 de Setembro. A principal concentração deve ocorrer na Avenida Paulista, em São Paulo, sob organização do pastor Silas Malafaia. O grupo reivindica anistia aos presos de 8 de janeiro de 2023 e critica o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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Entre os confirmados estão o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ); o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — que defende o projeto de anistia no Congresso —; o governador mineiro Romeu Zema (Novo); a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro; e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Bolsonaro, em prisão domiciliar desde o início de agosto, não participará.

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A expectativa do Planalto é que o conjunto de ações do Dia da Independência impulsione a militância petista para a disputa eleitoral de 2026. Pesquisa recentes indicam melhora na popularidade de Lula, que já declarou: “Se eu estiver bem como estou agora, serei candidato”.

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Com informações de Gazeta do Povo

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