Brasília – O colapso do viaduto sobre a Galeria dos Estados, no Eixão Sul, ocorrido em 6 de fevereiro de 2018, alcança oito anos nesta sexta-feira (6/2) sem que haja punição aos responsáveis pelo episódio.
Na quarta-feira (4/2), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) retomou a análise de um processo que apura a responsabilidade de gestores, mas o julgamento foi novamente interrompido após o conselheiro André Clemente pedir vista dos autos.
O relator, conselheiro Inácio Magalhães, votou pela aplicação de multa individual de R$ 21,9 mil a sete ex-dirigentes da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e da Secretaria de Obras do DF por omissão que teria contribuído para a queda:
O desembargador de Contas Renato Rainha acompanhou o relator. Já o conselheiro Márcio Michel, que havia solicitado vista no fim de 2025, votou contra qualquer punição.
Magalhães isentou de responsabilidade o ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) Henrique Luduvice, o atual diretor-geral do órgão Fauzi Nacfur Júnior, o ex-presidente da Novacap Nilson Martorella e o ex-secretário de Obras David José de Matos.
Pouco depois do desastre, a Polícia Civil do DF indiciou ex-gestores da Novacap e da Secretaria de Obras por desabamento culposo, mas a ação penal foi arquivada em 2022 por prescrição.
Relatórios técnicos da Novacap apontavam risco iminente desde 2014. Em 2017, outro documento interno registrou que a reforma do viaduto deveria ter prioridade, advertindo para “consequências irreparáveis” caso não houvesse intervenção. Nove meses depois, a estrutura cedeu. Não houve vítimas.
Com o novo pedido de vista, não há prazo para que o TCDF retome a votação e decida se aplica ou não as sanções propostas.
Com informações de Metrópoles
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