Relator inclui facções criminosas na Lei Antiterrorismo e eleva penas para até 40 anos

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) apresentou na noite de 7 de novembro de 2025 seu parecer ao projeto de lei antifacção enviado pelo governo federal. O relatório altera o texto original ao enquadrar organizações criminosas, como Comando Vermelho e PCC, na Lei Antiterrorismo (Lei 13.260/2016) e prevê penas de 20 a 40 anos de prisão.

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Principais mudanças

Derrite propõe a criação do artigo 2º-A na Lei Antiterrorismo para tipificar condutas de facções que:

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  • usam violência ou grave ameaça para dominar territórios;
  • obstruem a atuação de forças de segurança;
  • sabotam ou interrompem serviços públicos essenciais.
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As punições também se aplicam a homicídios cometidos por ordem de facção, com a mesma faixa de 20 a 40 anos.

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Endurecimento de regras penais

O parecer elimina a possibilidade de redução de pena para integrantes primários e institui medidas como:

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  • cumprimento obrigatório de pena em penitenciária federal de segurança máxima para líderes;
  • progressão de regime após até 85% da pena;
  • proibição de anistia, graça, indulto, livramento condicional e auxílio-reclusão.
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Asfixia financeira

O texto detalha bloqueio de criptoativos, cotas societárias e bens em offshores, além de confisco ampliado de patrimônios incompatíveis com a renda declarada nos cinco anos anteriores ao crime. O valor arrecadado deve ir para fundos estaduais ou distritais de segurança pública.

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Pontos mantidos do projeto do governo

O relator conservou dispositivos como:

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Imagem: Lula Marques

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  • regras para infiltração policial;
  • acesso facilitado a dados de investigação;
  • criação do Banco Nacional de Organizações Criminosas, Paramilitares ou Milícias Privadas;
  • intervenção judicial em empresas;
  • monitoramento audiovisual de visitas a presos, com autorização judicial;
  • transferência excepcional de detentos.
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Contexto político

A designação de Derrite, que se licenciou da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, é vista pelo Palácio do Planalto como derrota, já que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não queria classificar facções como terroristas. Integrantes do Executivo alegam risco de eventual intervenção estrangeira, a exemplo do que ocorre na Venezuela.

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Outro texto semelhante, o PL 1.283/2025, relatado por Nikolas Ferreira (PL-MG), teve análise adiada na Comissão de Constituição e Justiça após pressão governista.

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O projeto de Derrite está pronto para ser votado em plenário.

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Com informações de Gazeta do Povo

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