Pelo segundo dia consecutivo, o advogado Sérgio Leonardo se reuniu com o banqueiro Daniel Vorcaro na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) em Brasília. A visita ocorreu na manhã deste sábado (21) e durou cerca de uma hora.
Na sexta-feira (20), o mesmo defensor permaneceu aproximadamente duas horas com o proprietário do Banco Master, que está preso preventivamente e é alvo de investigação por supostos crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e pela formação de uma estrutura paralela de monitoramento de autoridades e perseguição a jornalistas.
Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a PF, passo que permite avançar em um eventual acordo de colaboração premiada. As conversas ganharam impulso após a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar, por maioria, em 13 de março, a manutenção de sua prisão.
Logo após a decisão do colegiado, Vorcaro substituiu o advogado Pierpaolo Bottini por José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, que já intermediou delações em outros casos e procurou a PF nesta semana para manifestar o interesse do cliente em colaborar.
Nesta sexta-feira (20), o ministro Gilmar Mendes — último a votar no habeas corpus — acompanhou os colegas pela continuidade da detenção, embora tenha registrado ressalvas ao uso de conceitos como “confiança social na Justiça” e “pacificação social” para justificar a prisão preventiva.
Na quinta-feira (19), o banqueiro deixou a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima, e foi levado para a sede da PF. A mudança foi autorizada pelo ministro André Mendonça, que negou pedido da defesa por prisão domiciliar, mas permitiu a transferência para facilitar o acesso dos advogados.
No novo local, Vorcaro ocupa uma cela de passagem, equipada com cama, banheiro e grades. A PF reforçou a segurança com apoio de policiais penais federais, limitou o espaço aéreo e proibiu o sobrevoo de drones.
A investigação, conhecida como Caso Master, apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o banco. Uma eventual delação do empresário pode acrescentar novos elementos ao inquérito.
Com informações de G1
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