O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou na noite de sábado (14) que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro devem protocolar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. A decisão foi tomada depois da internação do ex-chefe do Executivo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia.
Segundo Flávio, a situação clínica do pai exige acompanhamento ininterrupto, o que, na avaliação da família, seria mais viável em casa. “Estamos aguardando o laudo médico. Assim que estiver pronto, a defesa vai requerer novamente a prisão domiciliar humanitária”, declarou o senador.
O parlamentar argumenta que o quadro de saúde representa um fato novo que pode levar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a reconsiderar decisões anteriores que mantiveram Bolsonaro na unidade prisional. Ele também mencionou possíveis efeitos colaterais dos medicamentos usados pelo ex-presidente, ressaltando o risco de acidentes caso ele permaneça sozinho por longos períodos.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses no presídio Papudinha, no Complexo da Papuda, no Distrito Federal, desde 15 de janeiro. Na manhã de sexta-feira (13), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o transferiu às pressas para o hospital.
Boletim médico divulgado no sábado aponta que o paciente está clinicamente estável, porém apresentou piora da função renal e aumento dos marcadores inflamatórios. Não há previsão de alta da UTI.
Após a visita, Flávio relatou que o pai voltou a ter episódios de soluço, mostra aparência abatida e fala com voz mais fraca do que o habitual. De acordo com o senador, Bolsonaro disse não sentir melhora significativa no estado de saúde.
Com informações de Gazeta do Povo
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