Defesa de Tagliaferro anuncia recurso a tribunais internacionais de direitos humanos

Brasília – O advogado Paulo Faria, novo defensor do perito Eduardo Tagliaferro, informou nesta segunda-feira (10) que ingressará ainda nesta semana com pedidos de proteção em cortes internacionais de direitos humanos. Segundo ele, serão protocoladas uma medida cautelar na Corte Interamericana de Direitos Humanos e uma queixa em órgão europeu equivalente, em razão de o cliente possuir passaporte italiano.

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“Essa semana levaremos uma medida cautelar pedindo proteção e também providências por ele ser reportante de um crime”, declarou Faria. O advogado também ajuizou um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos da decisão que tornou Tagliaferro réu.

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STF forma maioria para abrir ação penal

No fim de semana, o STF formou maioria para aceitar a denúncia contra o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tagliaferro é investigado pelo suposto vazamento de mensagens de ex-auxiliares de Moraes que indicariam perseguição a políticos de direita durante e após as eleições de 2022, episódio batizado de Vaza Toga.

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Faria afirma que o conteúdo divulgado integrava um grupo de WhatsApp “sem sigilo funcional” e que a legislação brasileira garante proteção a denunciantes de crimes. O habeas corpus apresentado está sob relatoria do ministro André Mendonça, fato que motiva otimismo na defesa. “Vamos ver se o ‘terrivelmente evangélico’ age corretamente”, comentou o advogado.

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Tensão com Moraes e mudança na equipe de defesa

Na semana passada, Faria chamou Moraes de “algoz e torturador” em petição encaminhada ao próprio ministro. O advogado Eduardo Kuntz, que também representava Tagliaferro, deixou o caso na tentativa de “baixar a temperatura” junto à Corte.

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Imagem: Reprodução

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Em abril de 2025, a Gazeta do Povo revelou mensagens de WhatsApp enviadas por Tagliaferro à esposa em 31 de março de 2024, nas quais ele dizia ter medo de Moraes: “Se eu falar algo, o Ministro me mata ou me prende”.

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Procurado, o gabinete de Moraes afirmou que todos os atos foram realizados dentro da legislação vigente e constam nos autos das respectivas ações.

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Com informações de Gazeta do Povo

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