A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, que o empresário permanece “absolutamente tranquilo” diante da decisão que determinou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
Em nota, o advogado Guilherme Suguimori Santos ressaltou que Fábio Luís, conhecido como Lulinha, “não teve participação nas fraudes do INSS e não cometeu qualquer crime”. O defensor informou ter protocolado pedido de acesso à decisão de Mendonça e garantiu que todos os documentos solicitados serão entregues voluntariamente ao Tribunal.
Segundo Santos, a medida judicial seria “dispensável”, pois o investigado “desde o início demonstrou interesse inequívoco em contribuir” com as investigações. A entrega de documentos seria, na avaliação da defesa, uma etapa inevitável para “esclarecer fatos, dissipar ilações e evitar a politização do nome” de Fábio Luís.
O despacho de André Mendonça foi assinado em janeiro, atendendo a pedido da Polícia Federal. Mesmo antes de a CPMI votar a matéria, o ministro já havia autorizado o acesso a dados bancários, fiscais e telemáticos do investigado.
A sessão da CPMI que confirmou a quebra de sigilo gerou confronto entre parlamentares. Durante o tumulto, o deputado Luiz Lima (PL-RJ) levou um soco no rosto desferido pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). Parlamentares governistas acusaram o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), de suposta fraude na contagem simbólica de votos.
Apesar da controvérsia, a deliberação foi mantida, e os dados de Fábio Luís ficarão à disposição das autoridades para apuração das supostas irregularidades no INSS.
Com informações de Gazeta do Povo
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