Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF acesso integral à perícia de aparelhos eletrônicos

Brasília — A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o acesso completo a todos os elementos técnicos das perícias realizadas em celulares, computadores e outros dispositivos apreendidos na Operação Compliance Zero.

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De acordo com os advogados, o requerimento foi protocolado em 16 de fevereiro, antes da prisão do executivo na fase mais recente da investigação, deflagrada nesta semana. O pedido ganhou novo destaque após a divulgação na imprensa de supostas mensagens extraídas dos equipamentos.

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O que a defesa quer acessar

No documento, a equipe jurídica enumera cinco conjuntos de informações que considera essenciais para uma análise independente:

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  • dados brutos retirados dos dispositivos;
  • imagens forenses completas;
  • laudos periciais elaborados pela Polícia Federal;
  • registros técnicos de extração;
  • códigos de verificação que asseguram a integridade das evidências.
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Segundo a petição, o objetivo é permitir que um perito assistente da defesa faça uma verificação autônoma, garantindo transparência, preservação da cadeia de custódia e avaliação da legalidade dos procedimentos adotados.

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Preocupação com vazamentos

Os advogados também afirmam estar alarmados com o que classificam como “vazamentos seletivos” de conteúdos sob sigilo judicial. Eles reiteram que qualquer material obtido será utilizado exclusivamente no processo e permanecerá protegido por confidencialidade.

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Documentos sigilosos na CPMI

A movimentação no STF ocorre em paralelo a outra frente envolvendo o nome de Vorcaro. Em 13 de fevereiro, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu ao então relator do inquérito que apura o Banco Master, ministro André Mendonça, a devolução de documentos sigilosos sobre a instituição financeira e seu controlador.

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A comissão já havia aprovado, em dezembro, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Vorcaro, mas os papéis estavam sob custódia do presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por determinação do ministro Dias Toffoli, relator anterior do caso. Em 20 de fevereiro, Mendonça autorizou que os dados fossem remetidos à Polícia Federal, responsável por compartilhá-los com a CPMI.

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Vorcaro permanece preso em uma cela de 6 m² de um presídio de segurança máxima em Brasília, enquanto as investigações prosseguem.

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Com informações de G1

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